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sábado, 3 de agosto de 2013

A overdose do Petismo

Percival Puggina
Raras vezes se viu tamanha barafunda num "mar de rosas". Dilma Rousseff já cumpriu dois terços de seu mandato acumulando trapalhadas e fracassos. Demorou duas décadas mas, finalmente, o PT está alcançando seu objetivo de 1994 - acabar com o Plano Real. O sonho dourado das esquerdas nos anos 90, o fim do programa que deu estabilidade à moeda nacional, aquilo que Lula tentou mas não conseguiu em seus oito anos, Dilma, está realizando em menos de quatro, à base de trombada na cristaleira. O petismo espatifou a Economia e tudo mais à sua volta. Nem despejando bilhões no mercado, o Banco Central consegue conter a evasão das verdinhas ianques, que se retiram do país como os ratos abandonavam o Titanic nas impressionantes cenas do filme de James Cameron.

Há poucos meses, quando o PT festejava em São Paulo seus dez anos no governo da União, o tom ufanista dos discursos mostrava que o partido chegara à overdose de poder. "Pode juntar quem quiser", bravateou Lula, convicto de nova vitória do partido em 2014. "Qualquer coisa que eles tentarem fazer nós fazemos mais e melhor", prosseguiu o eufórico ex-presidente, nariz enfiado no pote do poder. Seguiu-lhe a arrevesada sucessora, tratando de mostrar serviço. Arrombou a ostra onde oculta sua sabedoria e extraiu esta pérola: "Não tenho medo de comparações, inclusive sobre corrupção"... Isso tem outro nome, claro. Mas é, também, overdose de poder. Poder sobre a própria imagem, sobre a sociedade, poder sobre os demais poderes, poder sobre a mídia, poder agregado, ano após ano, em sequências exponenciais perante auditórios interesseiros.

Quatro meses depois, foi a vez de o povo evidenciar que também ele tivera sua overdose de petismo. E saiu às ruas para pacíficas e civilizadas demonstrações de inconformidade. O povo deu uma olhada no próprio país e percebeu que, por trás da publicidade, dos cenários, das montagens, das invenções e versões, tudo - simplesmente tudo! - vai muito mal. Depois de dois PACs lançados às urtigas, que não valiam a tinta e o papel gastos para redigi-los, a economia arqueja sobre uma infraestrutura carente de tudo que importa - energia, rodovias, ferrovias, armazenagem, portos. Quanto mais PAC, menos PIB. O Rio São Francisco continua no mesmo lugar, levando, dolente, suas águas para o mar de Alagoas. Nas refinarias projetadas, nada se avoluma com maior rapidez do que o preço inicialmente previsto. Aqui no Rio Grande do Sul, de onde escrevo, as ditas "obra da Copa" ficarão para depois da Copa. O prometido, jurado e sacramentado metrô de Porto Alegre ainda é um risco no papel, em eterna discussão. E a duplicação da travessia do Guaíba resume-se a um trabalho de computação gráfica.

A Educação brasileira é a penúltima entre 40 países estudados pela Economist Intelligence Unit. A Saúde beira à perfeição. Sim, é um perfeitíssimo pandemônio! Nós, os cidadãos, reconhecemos que houve uma inversão nos extratos sociais. Mudamo-nos para o submundo, para a zona de perigo, onde não existe a proteção da lei, onde padecemos nossa desdita sob a implacável violência do andar de cima. Ali, no andar de cima, é tudo ao contrário e o mundo do crime opera ao resguardo do imenso guarda-chuva gentilmente proporcionado pelo aparelho de Estado e suas leis. É isso que se chama, aqui, de Segurança Pública. Tudo por obra e graça do petismo que chegou à overdose de si mesmo e perdeu os próprios controles.

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* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões. 

JM SBT - O Foro de São Paulo reunido no Brasil

Marco Civil da Internet = (ignorância)¹³

Aberta a temporada de escândalos pré-eleireiros

Só ocorrida agora, a inevitável liquidação extrajudicial do Banco Rural – usado no esquema do Mensalão para os empréstimos simulados e fraudulentos ao PT– é apenas uma providencial encenação para justificar as ações de bastidores dos esquemas petralhas, para atingir o PSDB em São Paulo, com a denúncia de formação de cartel de empreiteira em licitações do metrô.

A mão pesada do governo contra os dirigentes do Banco Rural é interpretada no mundo político como um recado para que eles jamais revelem detalhes mais escabrosos das negociatas que fizeram com os petistas. Já condenados pelo Supremo Tribunal Federal, e aguardando a votação dos recursos da Ação Penal 470, que começa a partir do dia 14 de agosto, os controladores do Rural apenas acabam de comprovar o que significa ser “inimigo do Estado” – e dos poderosos de plantão.

Investigar empreiteiros por cartel – jogada que parece uma normalidade nos negócios do setor com os diferentes níveis de governo – soa como piada. Só a antecipação da campanha eleitoral de 2014, em um momento em que o Partido dos Trabalhadores tem evidências de que tem tudo para perder sua hegemonia, justifica o vazamento de bombásticos “escândalos” (que ficarão impunes quando a poeira abaixar).

Na administração pública brasileira não existem dirigentes absolutamente livres de pecado. O sistema de licitações públicas (não por coincidência elaborado pelos lobistas de empreiteiros) existe para viabilizar os diferentes tipos de mensalões. Todo mundo sabe que o dinheiro da venda de produtos fornecidos ou de serviços prestados aos municípios, estados e União é que financia a politicagem tupiniquim.

Quem encontrar uma licitação que não seja superfaturada ou que envolva esquema de compadrio ou carta marcada que atire a primeira moedinha...

Se o Brasil não passar por uma verdadeira “revolução” (o que parece pouco provável, embora não faltem ingredientes para isto), o Governo do Crime Organizado continuará reinando e, de eleição em eleição, a cada dois anos, produzindo a onda de denúncias e supostas investigações que só punem alguns corruptos, para poupar a maioria dos ladrões, que continuam agindo impunemente contra a Nação.

Sabedoria pura



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

Fonte: Alerta Total

BC decreta a liquidação do Banco Rural, um dos caixas fortes do criminoso Mensalão do PT

Baixando as portas – Demorou, mais acabou acontecendo. O Banco Central decretou nesta sexta-feira (2) a liquidação do Banco Rural, que ao lado do também mineiro BMG viabilizou financeiramente o maior escândalo de corrupção da história nacional, o Mensalão do PT.
De acordo com o BC, a medida foi tomada diante do agravamento da situação econômico-financeira da instituição e também pela ausência de um plano de recuperação minimamente viável.
“O ato abrange, por extensão, as demais empresas do Conglomerado Financeiro Rural: o Banco Rural de Investimentos S.A.; o Banco Rural Mais S.A.; o Banco Simples S.A.; e a Rural Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.”, informou o Banco Central em nota divulgada no começo da noite.
Com o fechamento do Rural, já estão indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores do banco, que terá como liquidante Osmar Brasil de Almeida, nomeado pelo BC.
Foi na agência de Brasília do Banco Rural que Márcia Milanésia da Cunha, casada com o mensaleiro João Paulo Cunha, recebeu na boca do caixa R$ 50 mil em dinheiro, por ordem do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza. Descoberto o esquema criminoso com a estrela do PT, o ex-presidente da Câmara dos Deputados disse, a reboque da desfaçatez, que sua mulher fora ao banco para pagar faturas de uma operadora de televisão a cabo.
É preciso que o Banco Central amplie suas buscas no exterior, pois o Rural tem, nos Estados Unidos, o Tradelink Bank, além de correspondentes e braços avançados em paraísos fiscais.
Para quem não se recorda, o Rural foi um dos bancos envolvidos no escândalo que precedeu o impeachment de Fernando Collor de Mello. A instituição da família Rabello, fundada há quase cinquenta anos, foi escolhida por Paulo César Farias, o PC, para as operações nada ortodoxas do esquema do grupo que ficou conhecido como “República de Alagoas”.
Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Câmara não escuta a voz das ruas: Pacote da Câmara reduz rigor para desvios das campanhas

Ao mesmo tempo em que freou uma reforma do sistema político para valer já em 2014, a Câmara dos Deputados prepara um "pacote" de alterações na legislação eleitoral que diminui punições a partidos e candidatos, derruba restrições às doações e coloca amarras no Judiciário e no Ministério Público.

O projeto está pronto para ser votado no plenário na semana que vem, quando o Congresso retoma as votações após o recesso.

Chamada de "minirreforma eleitoral", a proposta foi elaborada pelos líderes das principais bancadas e é comandada pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara e coordenador da comissão que discute a reforma política.

O texto altera quase todo o sistema eleitoral. No trecho que aborda a fiscalização das campanhas, por exemplo, a minirreforma prevê que a Justiça só fará o "exame formal" dos documentos apresentados pelas campanhas e pelas legendas, sendo vedada a análise das atividades "ou qualquer interferência na autonomia dos partidos".
A punição também é esvaziada. Uma dos artigos diz que o candidato não será responsabilizado por crime praticado por integrante de sua campanha, salvo se provada sua participação intencional.

A multa a empresas que doarem acima do limite de 2% do faturamento bruto do ano anterior também cai de até dez vezes o valor doado a mais para até uma vez.

Outra mudança sugerida tem impacto nas contas da União. Até maio, a AGU (Advocacia-Geral da União) já tinha cobrado judicialmente de políticos "fichas-sujas" R$ 2,7 milhões gastos pela Justiça Eleitoral com novas eleições geradas por cassação de prefeitos. O projeto proíbe essa cobrança.

A proposta restringe ainda a possibilidade de suspensão do Fundo Partidário, verba pública rateada entre todas as siglas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Caso o texto seja aprovado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, os candidatos a presidente e governador em 2014 estarão dispensados de protocolar na Justiça os seus planos de governo.

De acordo com o deputado Vaccarezza, o projeto ainda pode ser alterado e tem por objetivo diminuir a burocracia das eleições e torná-las mais "democráticas" e "transparentes".

Entre os pontos citados por ele, há mudanças que limitam ações adotadas por candidatos ficha-suja, a que prevê nova eleição no caso de cassação do vencedor, o fim da exigência de recibos nas doações eleitorais e a diminuição em cerca de 20 dias do período de campanha, hoje estipulado em três meses.


DOAÇÕES

O texto dos deputados também flexibiliza as regras para o financiamento das candidaturas.

É liberada a doação de "autoridades" e abre-se brecha para que dinheiro de concessionários e permissionários de serviços públicos vá parar na conta dos partidos.

Hoje eles são proibidos de doar. Pelo texto, a doação não resultará em punição caso o dinheiro seja destinado ao Fundo Partidário, que abastece as próprias legendas.
A minirreforma também permite a propaganda paga na internet, hoje vedada.

Pesquisa sobre confiança do brasileiro nas instituições reforça rejeição ao desgoverno de Dilma

Alça de mira – Dilma Rousseff e o PT trabalham nos bastidores para minar as bases da oposição, mas o esforço pode ser perdido, tendo como base a pesquisa do Ibope sobre a confiança dos brasileiros nas instituições. Um dos mais ativos líderes da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) avalia que a pesquisa confirma o alerta que os adversários do Palácio do Planalto fazem desde 2011: o governo Dilma é marcado pela má gestão, política econômica caduca e desarticulação completa.
De acordo com o levantamento, a confiança na instituição “presidente da República” despencou 21 pontos em um ano. É três vezes mais do que a perda média de confiança das 18 instituições pesquisadas. “No primeiro ano de governo de Dilma Rousseff, seu índice de confiança caiu de 69 para 60. Recuperou-se para 63 no ano seguinte, e despencou agora para 42 – uma nota “Vermelha”. Em um ano, saiu da 4ª posição no ranking para a 11ª. Nenhuma outra instituição perdeu tantas colocações em tão pouco tempo”, relata o jornal O Estado de S. Paulo, que encomendou a pesquisa.
Para Rubens Bueno, exemplos do desastre do governo do PT não faltam. “Vivemos hoje com um PIB pífio, que em 2012 cresceu apenas 0,9% e em 2013 não deve chegar a 2%, como preveem diversos analistas econômicos. Enfrentamos, agora, o pior déficit comercial da história, no valor de quase US$ 5 bilhões. É uma incompetência geral para gerir a economia. Por outro lado, temos investimentos travados e uma saúde em frangalhos. A população começa a enxergar que a fase do PT no governo, além de se esgotar, não fez bem ao país”, afirma o líder do PPS, lembrando que a pesquisa do Ibope aponta que a confiança no sistema público de saúde sofreu a terceira maior queda, de 42 para 32, e segue na 16ª posição.
A pesquisa, feita após as manifestações que levaram milhares de brasileiros às ruas a partir do mês de junho, mostra que a sociedade percebe um governo perdido. “O governo está paralisado e completamente confuso. Não sabe o que fazer e um exemplo disso são as idas e vindas, os recuos do Planalto diante de vários temas nos últimos meses. Primeiro, pressionado pelas manifestações, veio com a proposta golpista de constituinte exclusiva para a reforma política. Desistiu, mas tentou emplacar um plebiscito sobre o tema. Também recuou, pois a ideia era claramente diversionista e tinha o objetivo de jogar a insatisfação da sociedade com a gestão do governo no colo do Congresso”, aponta Rubens Bueno.
Nos setores onde o governo deveria agir com acerto e sem demora, a presidente Dilma também se atrapalha. Na área de Saúde, o Planalto recuou no programa “Mais Médicos”, que deixou de exigir dois anos adicionais na formação básica dos alunos. Também voltou atrás na portaria sobre cirurgias para troca de sexo e na campanha sobre Aids do Ministério da Saúde. “E corre o risco de recuar na redução da tarifa de energia, já que falta dinheiro para compensar as concessionárias. Especialistas da área já alertam que a conta de luz pode subir 20%. Ou seja: é mais uma peça de marketing sendo desmontada”, ressalta o parlamentar.
Congresso e partidos
Rubens Bueno reconhece, no entanto, que não é apenas o governo Dilma que está devendo para a sociedade. “O Congresso Nacional e os partidos políticos, como mostra a pesquisa, são as instituição mais mal avaliadas. O Legislativo precisa aprovar urgentemente uma reforma política; garantir mais recursos para a saúde, o que podemos fazer por meio do projeto que redistribui os royalties do petróleo; e promover uma reforma tributária. Lembro que, no caso desse último item, a presidente Dilma, em seu discurso de posse no Congresso, prometeu fazê-la e, até hoje, não cumpriu”, ressalta o parlamentar.
O processo de enfraquecimento do Congresso também é reflexo, segundo o deputado, de sua postura subalterna diante do governo. “Infelizmente, nos governos petistas, o parlamento se subalternizou. Só faz o que o Planalto quer. Com isso, o Congresso acaba votando quase que somente medidas provisórias, muitas delas verdadeiras árvores de natal para atender interesses desse ou daquele grupo aliado do governo. Ou seja, o Parlamento perdeu a iniciativa e se desgasta ainda mais por seguir apenas os ditames do governo”.
O líder do PPS também tem consciência de que apenas os pontos acima não são suficientes para melhorar a eficiência do aparelho estatal e oxigenar a política. “Precisamos de uma reforma completa da estrutura do Estado, que torne a gestão pública desburocratizada, eficiente, ágil e com maior blindagem contra a corrupção. Não há cabimento, por exemplo, termos hoje 39 ministérios para oferecer a população um péssimo serviço. Com 2014 se aproximando é hora de cada partido ouvir a sociedade e construir sua proposta para o país”, finaliza Rubens Bueno.
Fonte: Ucho.Info