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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Metrô de SP: integrante do cartel criado para fraudar, Siemens recebe tratamento privilegiado do PT

Fora do tom – Há algo estranho no imbróglio do suposto cartel criado para participar das licitações do metrô de São Paulo e da CPTM. Com a investigação do caso sob o comando do Cade, que é dirigido pelo petista Vinícius Duarte de Carvalho (é sobrinho de Gilberto Carvalho), o PT aproveitou a oportunidade para vazar informações, de forma seletiva, para a imprensa.
Marcada pela covardia, a operação tem o estrito objetivo de colocar o PSDB paulista na berlinda, até porque o plano maior do PT, em 2014, é tomar de assalto o mais importante e rico estado da federação, São Paulo.
Não se trata de defender os supostos envolvidos no escândalo, mas é preciso respeitar leis e regras na condução de investigações. Ao negar pedido do governo de São Paulo para que o acesso aos documentos fosse franqueado às partes, a Justiça alegou por conta do conteúdo os documentos estão sob sigilo. Compreensível, mas essa imposição não foi respeitada pelo PT.
O mais interessante nessa epopeia é que a alemã Siemens, que fez parte do suposto cartel e resolveu denunciar o esquema, vem sendo tratada com deferência pelo governo do PT, enquanto que o governo de São Paulo saiu da condição de vítima para a de réu. Estranho, se considerarmos que a investigação do Cade tinha a formação de cartel como foco.
As acusações contra o governo paulista, que na verdade são contra o PSDB, ganham cada vez mais espaço na imprensa, apesar de terem como base declarações de dirigentes da Siemens.
Identificados os supostos envolvidos no esquema, a lei deve ser aplicada no auge do seu rigor, sem qualquer tipo de privilégio. Não importa se o PSDB vier a colher um dividendo político negativo com o desfecho do caso, porque o mais importante é o combate implacável à corrupção.
O que não se pode aceitar em um estado democrático de direito é que acusações, por enquanto frágeis em termos de provas, tornem-se verdades absolutas apenas porque ganharam as páginas de grandes veículos da imprensa.
Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Justiça Eleitoral repassa dados de brasileiros à Serasa

serasa
A medida já está em vigor e afeta praticamente todos os cidadãos com mais de 18 anos

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu repassar informações cadastrais de 141 milhões de brasileiros para a Serasa, empresa privada que gerencia um banco de dados sobre a situação de crédito dos consumidores do País. A medida já está em vigor e afeta praticamente todos os cidadãos com mais de 18 anos, que não terão possibilidade de vetar a abertura de seus dados. O acesso foi determinado por um acordo de cooperação técnica entre o TSE e a Serasa, publicado no último dia 23 no Diário Oficial da União.
Pelo acordo, o tribunal entrega para a empresa privada os nomes dos eleitores, número e situação da inscrição eleitoral, além de informações sobre eventuais óbitos. Até o nome da mãe dos cidadãos e a data de nascimento poderá ser "validado" para que a Serasa possa identificar corretamente duas ou mais pessoas que tenham o mesmo nome. O acordo estabelece que "as informações fornecidas pelo TSE à Serasa poderão disponibilizadas por esta a seus clientes nas consultas aos seus bancos de dados". Paradoxalmente, o texto também diz que caberá às duas partes zelar pelo sigilo das informações.
Violação da privacidade  - Especialistas em privacidade e advogados ouvidos pelo Estado ficaram surpresos com a "terceirização" de dados privados sob a guarda de um órgão público. "Fornecer banco de dados para a Serasa me parece uma violação do direito à privacidade, o que é inconstitucional", disse o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira.
"O importante é saber que esses dados fazem parte da sua personalidade, e ela é protegida pela Constituição", sustenta. Mariz acrescentou que, diante do debate internacional sobre o programa de espionagem da agência de segurança nacional dos Estados Unidos, o acordo "pode fazer parte de uma escalada maior de quebra de privacidade" no Brasil.
Autorização - Para Dennys Antonialli, coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP, o Tribunal Superior Eleitoral precisaria de "consentimento expresso" dos cidadãos/eleitores para poder repassar seus dados a uma entidade privada. Com a ressalva de que desconhece os termos do acordo, o criminalista Pierpaolo Bottini disse que, em princípio, os dados de eleitores sob a posse do TSE são "protegidos".
Ambos os juristas ressaltaram que estas informações podem ser requeridas por um juiz criminal à Justiça Eleitoral desde que sejam julgadas relevantes para uma investigação. De acordo com o Bottini, o fato de ser necessário um mandado para sua liberação indica que os dados não podem ser vendidos.
Defesa - Anderson Vidal Corrêa, diretor-geral do TSE, negou que o tribunal esteja abrindo dados sigilosos. Ele afirmou que itens como nome da mãe ou data de nascimento do eleitor serão apenas validados - ou seja, o órgão dirá à Serasa se a empresa dispõe ou não das informações corretas sobre determinada pessoa. Se o dado estiver incorreto, o TSE não vai corrigi-lo, argumentou Corrêa. O acordo, informou o tribunal, foi autorizado por Nancy Andrighi, corregedora-geral eleitoral.
Como contrapartida pela cessão dos dados, servidores do tribunal ganharão certificação digital (espécie de assinatura eletrônica válida para documentos oficiais) da Serasa, o que facilitará a tramitação de processos pela internet. As certificações, porém, só terão validade de dois anos. (Colaborou Lucas de Abreu Maia).
 As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Rebanho histérico

A história curta é que a presidente da República sancionou o projeto e agora entramos para a lista de países que legalizaram a mais abjeta das práticas humanas.
Todos nós sabemos – ou pelo menos temos alguma noção de – que no mundo real opera a lei da ação e da reação. Claro que existe um incontável número de variáveis operando nas relações pessoais – e cósmicas, por assim dizer –, entretanto, uma das mais visíveis é o princípio da ação e reação.
Por exemplo, quando se colocam crianças para aprender com maus professores, depositando toda a confiança neles e não buscando uma fonte alternativa de conhecimento (ação),  daí surgirão, com certeza quase absoluta, maus alunos (reação). Aí entram as variáveis que impedem que as relações sejam transformadas em tratados de lógica, mas mesmo assim elas não chegam a anular o quadro da realidade ‘cósmica’: “uma árvore má não dá bom fruto” é infalível, pois a árvore má é a “causa formal”.
Falando concretamente: a “educação para todos” do nosso país foi um notável desastre. Sob o pretexto de erradicar o analfabetismo, a única coisa que se conseguiu erradicar quase que totalmente foi o senso comum. A cada nova geração, mais esperanças são depositadas no Estado e mais se deixa de depositar a confiança em si mesmo, na família e em Deus – os pilares por excelência de um povo são. A educação como fim e não como meio – sim, o mesmo problema que abordei no artigo anterior sobre confundir meios e fins – trouxe um notável resultado: o óbvio virou esotérico.
O reflexo da transformação da obviedade em esoterismo é que não mais se percebe que, ao colocar o intelecto dos brasileiros nas mãos de desqualificados, só poderia se gerar pessoas desqualificadas, pois “o discípulo não é superior ao mestre; mas todo discípulo perfeito será como o seu mestre”. Em outras palavras – ou em termos educacionais -, mesmo que houvessem apenas alunos plenamente dedicados ao que lhes é ensinado de agora em diante – obviamente não é, nem nunca será o caso – ainda assim se teria uma maioria esmagadora de desqualificados, pois seus mestres vieram de uma longa linha de pessoas que vêm se desqualificando e fazendo questão de anular os grandes cérebros a fim de que a tal cadeia de emburrecimento não seja perturbada.
No Brasil a burrice começa a ser inculcada nos cérebros a partir dos quatro anos; assim, quando se chega à idade adulta, tudo passa a ser permitido, já que há apenas resquícios de senso comum – o que praticamente impossibilita a pessoa de perceber qualquer perigo iminente.
Esse pequeno comentário anterior foi para falar da sanção presidencial da PLC 03/2013 assinada no último dia 01 de agosto, que, dentre outras coisas, legaliza o aborto no Brasil. Se você ainda não sabe o que está acontecendo, veja este vídeo e compreenda o que se passa: http://www.youtube.com/watch?v=uJXipK6opB0. À época que foi gravado o referido vídeo, o Padre Paulo Ricardo e mais alguns poucos bispos lutavam pelo veto total ao projeto, enquanto a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil lutava apenas pelo veto parcial da lei. Para ver o que significa o veto parcial e o veto total, veja: http://www.youtube.com/watch?v=TTwkr0uaoJM.
Enfim, a história curta é que a presidente da República sancionou o projeto e agora entramos para a lista de países que legalizaram a mais abjeta das práticas humanas (e olha que há uma longa lista no catálogo, uma pior que a outra). Houve até uma discreta comemoração no twitter oficial do Foro de São Paulo. Agora as mulheres têm o poder de optar por assassinar seus próprios filhos com a ajuda estatal.
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O que virá após tão abjeta legislação ser aprovada? Não podemos esperar que de algo ruim saia algo bom, pois “acreditar em mentiras de modo a satisfazer um desejo constitui uma inferioridade pronunciada e um sintoma histérico bem conhecido”, disse o psiquiatra Carl Gustav Jung no ensaio “Depois da catástrofe”, que se encontra na obra Aspectos do drama contemporâneo.
A essência da histeria, segundo Jung, é uma cisão da personalidade em que o indivíduo chega ao estado de contradição existencial, ou seja, o sujeito pensa a e faz z. “Em geral, ocorre um espantoso desconhecimento acerca das próprias sombras, conhecendo-se apenas as boas intenções. E quando não é mais possível negar o mal, surge o “super-homem e o herói” que se enobrece pela envergadura de suas metas” disse Jung.
O povo brasileiro abraçou de vez esse estado de contradição existencial e ainda reelegeu mais duas vezes esse partido – e nada indica que haverá alguma oposição a um quarto mandato. É visível aí imagem do sujeito histérico que não admite estar errado e então redobra a aposta em seu erro. Esta crítica serve também para os cristãos que votaram no PT. O próprio ex-presidente Lula sempre faz questão de lembrar que sem o apoio do eleitorado cristão – sobretudo o católico – seria impossível a ascensão do PT ao poder.
Eis aí uma situação que o Brasil compartilha com a Alemanha nazista a qual Jung fazia referência nesse ensaio: com a ajuda do eleitorado religioso, ambos os povos permitiram ser guiados pela pior estirpe possível de sujeitos. Admitir-se errado em tempos de exacerbado relativismo é uma tarefa hercúlea. A contradição virou a regra. A histeria quase obrigatória.
Para falar da Alemanha da década de 1930, que encontrou em Hitler o personagem perfeito para representar suas neuroses[1], Jung disse no mesmo ensaio:
“Todos se apoiam uns nos outros, num falso sentimento de segurança, pois o apoio de 10.000 é um apoio no ar. A diferença é que não mais se percebe a insegurança. A esperança crescente no Estado não é um bom sintoma e significa, na verdade, que o povo está a caminho de se transformar num rebanho o qual sempre espera de seus pastores bons pastos. Logo o cajado do pastor se converterá em vara de ferro e os pastores em lobos” [§413].
Eis outra situação que o povo brasileiro compartilha com os alemães daquela época: a crença no Estado como o único pai e feitor de tudo. E não estou falando apenas do sujeito que se beneficia com medidas assistencialistas; estou falando de todos nós, em melhores condições, que somos incapazes sequer de mobilizar os próprios vizinhos de bairro para podar o jardim da praça, deixando para o poder público uma tarefa das mais elementares.
Enfim, eis o que foi feito no Brasil: O nosso cajado foi dado ao Estado – esse ‘pastor lupino’ que tem se mostrado o mais cruel e sanguinário de toda a história da humanidade. Agora, como reação, o cajado estatal virou a vara de ferro que fará as curetagens uterinas Brasil afora. Se existe uma coisa a qual sempre poderemos confiar nos lobos é que eles jamais abandonarão sua natureza lupina. Só algum distúrbio psicológico semelhante ao que afeta o eleitorado brasileiro (com a não desprezível ‘ajuda’ do sistema educacional) permite pensar que um dia eles se transmutarão em ovelhas.
Publicado no site da revista Vila Nova.

Leonildo Trombela Júnior é jornalista e tradutor.

Maria do Rosário pega carona na covardia e sai de cena após nova acusação precipitada

Fugindo da raia – Comunista radical, a petista Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direito Humanos, age covardemente ao abusar do oportunismo. Quando surge qualquer fato que lhe permita colocar os adversários políticos na berlinda, Maria do Rosário não pensa duas vezes, mesmo que para isso entre em cena a leviandade.
Por ocasião do escândalo do “Bolsa Família”, a ministra rapidamente postou no Twitter que o boato sobre o fim do programa que garante ao PT um obediente curral eleitoral era obra da oposição. Covarde, Maria do Rosário saiu de cena depois que o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, reconheceu que a instituição financeira acabou antecipando o pagamento do benefício.
Sem ter coragem e dignidade para se retratar publicamente pelo ato leviano que cometeu, a ministra, que insiste em transformar a Comissão da Verdade em patíbulo da vingança, ficou em silêncio quando a Polícia Federal encerrou a investigação sobre o caso e informou, de forma pífia, que o tal boato foi “espontâneo”.
A mesma Maria do Rosário, oportunista como sempre, há dias condenou por antecipação os policiais militares do Rio de Janeiro acusados pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo. As investigações sobre caso continuam, mas a ministra precisou mostrar ao Brasil e ao mundo que sua irresponsabilidade não tem limites.
Na opinião da ministra, os direitos humanos só valem para aqueles que podem render algum dividendo político para o seu partido e para o pífio governo que representa, não importando o resultado de uma acusação por enquanto infundada na vida dos policiais militares para os quais ela aponta o indicador como se inquisidora fosse.
Se a grande preocupação de Maria do Rosário é levantar a bandeira dos direitos humanos e sair por aí defendendo uns e causando precipitadamente outros, que a ministra telefone para alguns dos seus companheiros de legenda e pergunte sobre a misteriosa morte de Celso Daniel, então prefeito de Santo André e que foi incumbido pelo PT de cobrar propinas de empresários para ajudar no financiamento da campanha do agora lobista Lula, em 2002.
Incompetente conhecida, Maria do Rosário tenta fazer do seu radicalismo utópico uma falsa aura de genialidade, quando, na realidade, tudo não passa de encenação pífia de alguém que até hoje não sabe como conseguiu o primeiro mandato.
Fonte: Ucho.Info

Dilma abusa do ufanismo ao falar sobre queda pontual da inflação, que retomará a alta após pausa

Perna curta – Quando apresentou Dilma Rousseff ao eleitorado brasileiro e disse que sua protegida era a garantia de continuidade, o então presidente Lula, agora um bem sucedido e fugitivo lobista, sabia o que estava fazendo. Assim como ele, a sucessora aprendeu o caminho do almoxarifado secreto do Palácio do Planalto, onde são guardadas as pílulas de mitomania oficial.
Nesta quarta-feira (7), Dilma Rousseff aproveitou o anúncio do IBGE sobre a inflação do mês de julho e disse que o mais temido fantasma da economia está sob controle. Ancorada no índice inflacionário de 0,03%, registrado no sétimo mês do ano com base no IPCA, a presidente ousou afirmar que tem havido “estardalhaço” sobre o tema e que a alta de preços está “completamente sob controle”.
“Hoje, o IBGE divulgou o IPCA [inflação oficial] de julho, que mostra uma inflação bastante sobre controle, pelos seus níveis. O índice é de 0,03% e vem sistematicamente caindo. É um dos percentuais mais baixos para esse período. Ao mesmo tempo, para esse mesmo mês de julho, o INPC demonstra deflação de 0,13%. São preços em queda. A pesquisa da cesta básica mostra queda em todas as 18 capitais. Ou seja, a inflação está complemente sob controle”, disse Dilma durante evento no sul de Minas Gerais.
Dando sequência ao seu discurso nada confiável, a presidente disse que a queda de preços é generalizada. “Serviços, alimentação, transporte, todos vêm reduzindo preços. Esse é um fenômeno que está se espalhando por todo o país. Temos muita tranquilidade de dizer isso. Fazem um grande estardalhaço quando os dados não apontam nesse sentido”, declarou.
Querendo ou não a petista, o ucho.info continuará fazendo estardalhaço sobre a mentira palaciana que camufla a realidade da economia, pois não se pode enganar a opinião pública com números oficiais, cujos verdadeiros métodos de apuração são desconhecidos. Se a alta de preços fez uma parada, não significa que os preços baixaram. Fora isso, essa queda no índice de inflação é momentânea e deve continuar subindo nos próximos meses.
A queda nos preços acontece depois de um aumento em todos os setores por conta da expectativa de inflação. E quem eventualmente reduziu o preço de algum produto ou serviço nem de longe chegou aos patamares anteriores ao acirramento da crise, porque a incerteza ainda gravita na órbita da economia nacional.
Seguindo a cartilha petista de desculpas e justificativas, Dilma Rousseff creditou a crise econômica brasileira, como sempre, a fatores internacionais, como se o Partido dos Trabalhadores fosse uma usina de réplicas de Aladim, que ao ganharem vida tornam-se incompreendidos e injustiçados. “Não foi pelo fator interno, mas pela oferta de preços agrícolas nos EUA, porque houve uma quebra de safra. Tivemos problemas aqui, que foi a seca, Mas a inflação, sob todos os aspectos, vem caindo mês a mês. No que se refere a isso, temos a garantia do governo de que o que estamos falando está se mostrando na prática”, disse.
Cortina de fumaça
Quando afirma que até o final do ano a inflação ficará dentro da meta fixada pelo próprio governo, Dilma deixa de mencionar que o teto da meta é distante do centro. E os dois pontos percentuais de diferença entre ambos os patamares (4,5% e 6,5%) representam muito no bolso do trabalhador.
Essa velha e conhecida cantilena não mais produz efeito, por isso os palacianos terão de se esforçar ao máximo para provar que algo positivo ocorreu na economia. É importante lembrar que a queda da inflação em junho é decorrente principalmente dos cortes realizados em algumas tarifas, que custará aos cidadãos por causa da falta de investimentos em alguns setores por parte dos Executivos.
Enquanto o Palácio do Planalto está em festa por causa desses números meramente estatísticos, a realidade do cotidiano mostra que a inflação beira a casa de 20% ao ano, cenário que corroeu o salário do trabalhador. Isso fez com que os brasileiros mudassem os hábitos de consumo, obrigando os fabricantes a adotarem estratégias para a manutenção do mercado e das vendas. A primeira manobra utilizada foi a redução da qualidade dos produtos, o que ao final das contas produz um preço menor sem que o consumidor saiba do truque.

A dura realidade

O ufanismo festeiro que tomou conta do Palácio do Planalto não se justifica, uma vez que o pífio salário mínimo vem perdendo a guerra para a inflação real. Fixado pelo governo do PT em irrisórios R$ 678, o salário mínimo ideal, de acordo com o Dieese, deveria ser de R$ 2.750,83, ou seja, 4,06 vezes o valor atual.
Considerando que o mesmo IBGE, agora incensado por Dilma, divulga há meses que dois terços da população brasileira recebem mensalmente menos de dois salários mínimos, falta nessa conta rumo a dignidade mínima do cidadão pelo menos dois salários mínimos vigentes. Para um partido viciado com as cifras do Mensalão e acostumado a esconder dólares na cueca, dois salários mínimos nada representam, mas a preponderância da falta dos mesmos na garantia mais rasa da cidadania confirma a inoperância de um governo de incompetentes.
Horizonte nublado

Dilma e seus “golden boys” devem arrefecer as comemorações, porque ao menos um produto deve atrapalhar a festa petista de ora em diante. O sacro e diariamente necessário pãozinho vem registrando alta de preço nos últimos meses, movimento que deve se repetir com a falta de trigo no mercado internacional. Depois de enfrentar quebra na produção por questões climáticas, a China saiu no mercado à cata de trigo para atender a estrondosa demanda interna. Somente essa ação foi suficiente para a elevação do preço do trigo em pelo menos 10%.
No Brasil a situação não é diferente. Também por razões climáticas, os empresários moageiros de São Paulo já anunciaram a disposição de pagar até R$ 1 mil por tonelada de trigo nacional, anteriormente fixada em R$ 850.
Resumindo, só mesmo os irresponsáveis são capazes de sair comemorando os números do IBGE, que, como se sabe, submete ao Palácio do Planalto, antes da divulgação, qualquer estudo que envolva dados econômicos. Em outras palavras, cautela e caldo de galinha não fazem mal, nem mesmo em excesso.
Fonte: Ucho.Info

Cardozo trata com deboche o cartel do metrô de SP, mas um vagão do Mensalão pode descarrilar

Carência de fosfato – Como acontece de forma corriqueira na política brasileira, quando um partido ataca o adversário, o deboche normalmente aparece no final da estocada. É o que faz o ministro da Justiça,José Eduardo Martins Cardozo, que vem tratando com desdém e ironia a reação do governo de São Paulo diante do posicionamento chicaneiro do Cade, que investiga suposta formação de cartel para participar de licitações no metrô paulistano.
Questionado sobre o assunto, Cardozo disse que o governo de São Paulo está com “os nervos à flor da pele” desde que detalhes das investigações realizadas pelo Cade vazaram para a imprensa. “Estão com nervos à flor da pele por razões que desconheço. Querem transformar em político o que é investigativo”, declarou o ministro.
A declaração de José Eduardo Cardozo mostra de forma inequívoca sua incapacidade para ocupar o cargo que recebeu da presidente Dilma Rousseff. É inimaginável que o titular da pasta da Justiça, que deveria dar o bom exemplo no âmbito do respeito às leis, defender a violação do sigilo de uma investigação, assim como o vazamento criminoso de informações. Em países sérios e responsáveis, Cardozo já estaria demitido e respondendo a um processo na Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil, pois ultrapassa as fronteiras da ética um operador do Direito que incentiva a violação das leis.
No que se refere a “transformar em político o que é investigativo”, o ministro deveria ser mais cuidadoso com suas declarações, evitando jogo de palavras, pois se a memória do povo é curta, há jornalistas que sabem muito mais do que ele gostaria que soubessem. Considerando que a matemática prega que a ordem dos fatores não altera o produto, o que é investigativo pode ser facilmente se transformar em político. Para tal, basta recuar no tempo e fazer uma parada em 2005, ano em que o Congresso Nacional instalou a CPI dos Correios para escarafunchar o maior escândalo de corrupção da história nacional, o Mensalão do PT.
A CPI dos Correios transcorria em meio à queda de braços protagonizada por governistas e oposição, quando um fato novo surgiu no cardápio da Comissão. O esquema criminoso que alimentou o caixa do Mensalão do PT, operado pelo publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado pelo STF a quarenta anos de prisão. Muito estranhamente, o responsável pelo derrame de dinheiro no caixa do Mensalão passou a ser defendido com fervor por alguns integrantes do PT, todos com clara vocação para as ações oportunistas. E José Eduardo Cardozo por certo lembra-se de tal fato.
Caso a amnésia seletiva tenha desembarcado na seara da memória do ministro da Justiça, alguém há de reavivá-la em questões de segundo. O que provocaria uma hecatombe política sem precedentes, capaz de tirar do sério um calmo e abusado banqueiro tupiniquim.
Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dilma fracassa na tentativa de conter rebelião da base aliada e Orçamento Impositivo será votado

Pela culatra – Como noticiado pelo ucho.info, a quantia de R$ 6 bilhões que a presidente Dilma Vana Rousseff determinou que fosse liberada para o pagamento de emendas parlamentares, em três parcelas, como forma de evitar a rebelião da base aliada no Congresso nacional parece que não funcionou.
Temendo pelo pior, a presidente reuniu-se, na segunda-feira (5), com líderes dos partidos da base para acertar a agenda de votações do segundo semestre, mas também foi em vão. Entre os pedidos de Dilma aos parlamentares estava o adiamento da matéria que trata do orçamento impositivo.
Sem se preocupar com Dilma, o presidente da câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), confirmou para quarta-feira (7) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento impositivo. Para piorar, Alves disse que irá à comissão especial que trata da PEC para pedir a aprovação da matéria no colegiado. Entre as muitas regras, a PEC do Orçamento Impositivo impõe ao governo a destinação de R$ 15 milhões por ano para o pagamento das emendas a que cada parlamentar tem direito.
Como informamos, o apoio que Dilma tinha no Congresso desmoronou, o que ficou claro e evidente na votação da matéria que trata da aplicação dos royalties do petróleo no Fundo Social, que beneficiará os setores da saúde e da educação. A cada vez que a matéria volta à votação aumenta o valor a ser destinado a ambos os setores.
A grande questão a ser tratada pelo Palácio do Planalto até a eleição de 2014 é que deputados e senadores da base aliada (desse grupo não faz parte o PT) perderam o respeito pela presidente da República. Com isso, as derrotas do governo devem ser muitas de agora em diante. Esse desrespeito por Dilma Rousseff decorre da falta de habilidade do governo no trato com os parlamentares, inclusive com os da base.
Se por um lado a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, peca por sua conhecida incompetência, por outro o líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) trata os líderes partidários com arrogância e prepotência. Na avaliação de um vice-líder do governo que conversou com o ucho.info, o Planalto errou ao indicar Chinaglia para a liderança.
Fonte: Ucho.Info