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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Falsários e suas muitas falsificações

PERCIVAL PUGGINA

Índios exibindo cocares zero quilômetro, com vistosas e irretocáveis penas de pobres aves, sem ninguém por elas?
Diziam que o PT não era como "os partidos tradicionais" e tinham razão - o PT é um partido que protege bandidos.
sponholz

A mais grave dimensão da falsidade ocorre quando ela se torna estratégia de ação e estilo de vida. Quando isso acontece - e está acontecendo no Brasil - o caráter dos indivíduos é destruído e a credibilidade das instituições que por desventura eles comandem se converte em lama.

O artigo 1º da lei que criou a Comissão da Verdade (CV) atribui-lhe a tarefa de "efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". Memória, verdade e reconciliação. Qual a verdade que a CV busca? Ela busca conhecer os autores de crimes e agressões a direitos humanos que vitimaram os  guerrilheiros e terroristas camaradas de dona Dilma. Os muitos crimes e violações cometidos por essa mesma turma estariam inteiramente perdoados, esquecidos, cobertos por grossa camada de errorex, e rendem vultosas indenizações aos que os perpetraram. Para os comissários da CV, a anistia valeria para tais crimes, acima de qualquer dúvida. E a reconciliação? Ora, os proponentes e executantes dessa farsa, ungidos de falso espírito pacificador, assumiram uma tarefa em que não creem. E isso é farsa. Eles não acreditam em reconciliação (a menos que renda votos, como num abraço entre Lula e Maluf). Creem, nisto sim, em conflito, em revanche e em vingança. Tudo isso é ou não fraude ao Direito, à memória, à verdade e à História? Mas a falsificação, uma vez iniciada, não pára mais.

Querem outro exemplo? Quem pode considerar legítimos esses índios que vemos em Brasília, mobilizados pela governamental Funai, reivindicando demarcações de territórios para suas "nações"? Índios de caminhonete, calça jeans e que se abastecem em supermercados? Índios exibindo cocares zero quilômetro, com vistosas e irretocáveis penas de pobres aves, sem ninguém por elas? No entanto, os falsários, financiados por interesseiras ONGs internacionais, articulam para que obtenham cada vez maiores extensões de reservas, como se ainda vivessem, todos, da caça e da pesca. Pura manobra diversionista. O verdadeiro botim é a extraordinária biodiversidade e são as riquezas do subsolo.

Não são menos fraudulentos, por sua vez, muitos dos "quilombos" que pipocam em áreas nobres do território e do meio urbano nacional. Os falsários organizam esses grupos de interesse, insuflam ódio racial, excitam a cobiça, prometem vantagens patrimoniais, inventam fábulas sobre inexistentes quilombos e cuidam de ampliar o número de falsos quilombolas.

Uma vez assumida como estratégia de ação e estilo de vida, a falsidade se impõe em tudo. Por isso, os falsos dossiês, encomendado a falsários profissionais. Por isso se falsificam as informações sobre as contas públicas com a tal "contabilidade criativa". Por isso Dilma, ungida candidata à presidência, é apresentada à nação como grande gestora de um governo enrolado e enrolador. Por isso se apressam em fazer o que muito condenaram para não enfrentar o fracasso de soluções que nunca tiveram. Por isso diziam que o PT não era como "os partidos tradicionais" e tinham razão - o PT é um partido que protege bandidos. Por isso o falso apreço a direitos humanos, um apreço que tem cor partidária, que tem afeições e ódios ideológicos. Por isso as falsificações ditadas pelos mandamentos do "politicamente correto", que transformam reivindicações grupais e pautas políticas em pretensos direitos humanos.

A lista seria inesgotável. Os falsários compreendem suas estratégias e métodos como elementos da disputa e da preservação do poder e os aplicam em tudo. O certo, a verdade e o bem integram uma esfera de temas que sequer conhecem, onde não vão e onde não operam. Nos espaços em que atuam habitualmente não incidem exigências de ordem moral que não estejam referidas à manutenção do poder. Para quem ainda não percebeu, é a mesma ética assumida pelos falsos mártires do Mensalão.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Dilma sobrevoou cidades atingidas pela chuva para fazer campanha, mas em terra a população sofre

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Óleo de peroba – Engana-se quem pensa que Dilma Vana Rousseff, a presidente, sobrevoou as cidades mineiras e capixabas castigadas pela força da chuva apenas para cumprir seu papel de governante. Fosse de fato esse o objetivo, Dilma teria ido ao espírito Santo logo nas primeiras horas após o anúncio do desastre que matou dezenas de pessoas e desalojou milhares.
Dilma foi aos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo para fazer campanha na esteira da tragédia alheia, comportamento que só pode ser classificado como covarde. A força das águas da chuva provoca estragos inenarráveis, mas o mesmo acontece com a seca, que de maneira silenciosa devastou o Nordeste brasileiro nos últimos tempos. E em nenhum momento Dilma teve coragem para checar in loco os efeitos colaterais de um governo paralisado e marcado pela incompetência.
É importante salientar que o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, é do PSB, partido de Eduardo Campos, de Pernambuco, candidato à presidência da República em 2014. Campos, que até recentemente apoiava o governo de Dilma Rousseff, decidiu se juntar a Marina Silva para participar da corrida ao Palácio do Planalto.

Situação parecida acontece com o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, do PSDB. Candidato ao Senado Federal, Anastasia deve se eleger com muita facilidade, ao contrário do petista Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento e candidato do PT ao Executivo mineiro, mas com poucas chances de vitória por enquanto. E Minas Gerais a situação está tão difícil para o PT, que o partido já pensa em trocar o candidato ao governo estadual como forma de evitar um mico a Pimentel, “companheiro de armas” da presidente.
Em suma, o que Dilma fez ao sobrevoar as cidades atingidas pela chuva foi tentar mostrar aos eleitores do PSB e do PSDB uma essência que não existe. Os eleitores devem estar atentos a essas incursões presidenciais, sempre recobertas pelo manto da falsidade, pois é sabido que a pauta política do momento é o processo eleitoral do próximo ano. E por conta disso as necessidades da população pouco importam.
Se a presidente estivesse realmente preocupada com as pessoas que foram alcançadas pela força da chuva, por certo o governo teria investido todos os recursos destinados à prevenção de desastres provocados pela natureza. Ao contrário, o governo paralisado do PT conseguiu investir, até agora, apenas 15% do orçamento previsto para obras de obras de contenção de encostas, drenagem e manejo de águas. Dos R$ 2,47 bilhões previstos, apenas R$ 384 milhões foram aplicados até quinta-feira (26).
Fonte: Ucho.Info

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Dilma Rousseff torra dinheiro para pegar carona na atrasada transposição do São Francisco

Efeitos especiais – É no mínimo covarde a forma como o governo de Dilma Rousseff lida com as questões prioritárias para o País. O projeto de transposição das águas do Rio São Francisco começou há anos, com um sem fim de promessas do messiânico e alcaguete Lula, mas muitas foram as paralisações absurdas, mesmo com a festa que o PT patrocinou em um dos canteiros de obra.

Como se sabe, entra e sai ano o Nordeste sofre com a estiagem, sem que o governo tome com antecedência alguma medida capaz de minimizar o calvário que açoita a dignidade dos brasileiros que vivem nessa região do País. Quando resolve agir, o governo está sempre atrasado, pois qualquer benefício é insuficiente para reparar os danos causados à população local, em especial a mais pobre.
Dando sequência à sua campanha antecipada, o que é uma afronta à Justiça Eleitoral, Dilma abriu os cofres para garantir a veiculação de uma campanha publicitária que trata da transposição das águias do Velho Chico. Com direito a efeitos especiais e infográficos que apontam os locais que serão beneficiados pela obra, o Ministério da Integração Nacional anuncia as maravilhas do projeto, mas não deixa claro quando as promessas sairão de cena para dar lugar à distribuição de água em uma das mais áridas regiões brasileiras.
Essa campanha publicitária é mais um acinte do paralisado governo de Dilma Rousseff, que deu continuidade ao loteamento da Esplanada dos Ministérios acreditando que as necessidades mais prementes dos brasileiros pudessem ser tratadas por velhacos da política nacional. A seca que afeta o Nordeste há décadas não pode ser transformada em ferramenta eleitoral, o que tem ocorrido com frequência.
Os brasileiros precisam reagir a mais um abuso do Palácio do Planalto, que não se incomoda com a gastança desenfreada do suado dinheiro do contribuinte. O Brasil está paralisado e enfrentando uma série crise econômica, sem que as autoridades tenham encontrado solução para tal, mas Dilma prefere cortar todos os quadrantes do território verde-louro para despejar sobre os incautos eleitores uma enxurrada de mentiras.
Nos últimos meses, o máximo que a presidente conseguiu fazer foi anunciar obras, privatizar diversos setores da economia e entregar máquinas às prefeituras. Não fosse esse trinômio que tem funcionado como muleta, o País estaria mais atolado na crise. A grande questão é que não há no País uma oposição capaz de desmentir Dilma e a súcia que a acompanha.
Fonte: Ucho.Info

Governo gasta para anunciar campanha de combate ao crack, mas fronteiras são palco do tráfico

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Na contramão – Fosse um sistema elétrico, o governo do PT já teria sido devorado por um curto-circuito. Isso porque sob a desordem patrocinada pelos petistas o Brasil transformou-se no país do “faz de conta”. O desvario que desce a rampa do Palácio do Planalto é tão grande, que Dilma Vana Rousseff, a presidente, não se incomoda em gastar o suado dinheiro do contribuinte para anunciar os absurdos de um governo paralisado e perdido por causa da incompetência de seus integrantes.
Há algumas semanas, governo deflagrou mais uma operação para torrar o dinheiro público, usado para anunciar os antagonismos decorrentes da atuação de uma equipe pífia e desqualificada. Está no ar uma campanha do Ministério da Justiça que trata do combate ao crack, como se um programa ministerial, embalado por uma propaganda ufanista, fosse suficiente para enfrentar um dos maiores temores da nação: o uso descontrolado e crescente de drogas.
De nada adianta lançar esses factóides palacianos, que servem apenas para enganar a opinião pública, enquanto o tráfico de drogas não for ostensivamente combatido nas fronteiras. Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto sabem como funciona o negócio internacional das drogas, mas fecham os olhos porque em uma das pontas estão companheiros de esquerda, como, por exemplo, o boliviano Evo Morales e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que têm no narcotráfico a maior fonte de financiamento.
Como muitos dos envolvidos no criminoso negócio das drogas são membros do perigoso Foro de São Paulo, grupo que reúne a porção radical da esquerda latino-americana, a ordem que emana do grupo é de não impedir o avanço do narcotráfico na região, por mais que os discursos oficiais apontem na direção oposta.

A devastação da sociedade brasileira pelas drogas está cada vez mais evidente, principalmente nas ações do governo federal. Nesta quinta-feira (26), a presidente Dilma Rousseff assina medida provisória para acelerar o ritmo de contratação de obras para a construção de presídios em todo o País. A ideia dos palacianos é usar o Regime Diferenciado de Contratação para encurtar o processo de contratação das tais obras, com foco nos estabelecimentos prisionais dedicados aos jovens.
Como não poderia deixar de ser, o tema está sob a responsabilidade da ainda chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que tem revelado uma canhestra simpatia pela censura. Para quem não se recorda, Gleisi escolheu o pedófilo e estuprador de crianças Eduardo Gaievski para assessor especial e a ele conferiu a responsabilidade de coordenar programas federais voltados a jovens, como o combate às drogas.
A decisão do governo de intensificar a construção de presídios em todo o País, que se arrasta nos estados por causa da burocracia, mostra o quanto a sociedade brasileira, em especial os jovens, está perdendo a guerra para o narcotráfico. Jovens e adolescentes que ingressam no mundo do crime o fazem na esteira do consumo de drogas, prática que tem crescido de maneira assustadora e em velocidade muito maior do que a das ações do Estado.
De tal modo, gastar o dinheiro público para anunciar o programa de combate ao crack, enquanto medidas mais importantes não são adotadas, é um ato de irresponsabilidade que, fosse o Brasil um país séria, deveria levar algumas autoridades para a cadeia.
Fonte: Ucho.Info