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domingo, 29 de setembro de 2013

Por que nós espionamos o Brasil

CARLOS ALBERTO MONTANER
Como é que uma entidade que nem mesmo existe, ou que é apenas um inocente clube de debates, pode criar uma crise diplomática de dimensões mastodônticas? TODOS os que ocultaram ou disfarçaram durante quase duas décadas a existência do Foro de São Paulo são culpados de que ISTO esteja acontecendo agora.
OLAVO DE CARVALHO, que denuncia o Foro desde 2001, em nota sobre o texto que traduzo abaixo.

Por que nós espionamos o Brasil
Carlos Alberto Montaner

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou sua visita ao presidente Obama. Ela se sentiu ofendida porque os Estados Unidos estavam espionando seu e-mail. Não se faz isso com um país amigo. A informação, provavelmente confiável, foi fornecida por Edward Snowden de seu refúgio em Moscou.

Intrigado, perguntei a um ex-embaixador dos EUA: "Por que eles fizeram isso?" Sua explicação foi duramente franca:

“Do ponto de vista de Washington, o governo brasileiro não é exatamente amigável. Por definição e historicamente, o Brasil é um país amigo que ficou do nosso lado durante a II Guerra Mundial e a da Coreia, mas seu governo atual não está.”
mhominimo


O embaixador e eu somos velhos amigos. "Posso revelar seu nome?”, perguntei. "Não", respondeu ele. "Isso criaria um problema enorme para mim. Mas você pode transcrever nossa conversa." É o que farei aqui.

"Tudo que você tem de fazer é ler as atas do Foro de São Paulo e observar a conduta do governo brasileiro", disse ele. "Os amigos de Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores são os inimigos dos Estados Unidos: a Venezuela chavista, primeiro com (Hugo) Chávez e agora com (Nicolás) Maduro; a Cuba de Raúl Castro; o Irã; a Bolívia de Evo Morales; a Líbia dos tempos de Kadafi; a Síria de Bashar Assad.

"Em quase todos os conflitos, o governo brasileiro concorda com as linhas políticas da Rússia e da China, em oposição à perspectiva do Departamento de Estado dos EUA e da Casa Branca. A família ideológica com que mais se parece é a dos BRICS, com os quais tenta conciliar sua política externa. [Os BRICS são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.]

"A imensa nação sul-americana não tem nem manifesta a menor vontade de defender os princípios democráticos que são sistematicamente violados em Cuba. Pelo contrário, o ex-presidente Lula da Silva muitas vezes leva investidores à ilha para fortalecer a ditadura dos Castros. O dinheiro investido pelos brasileiros no desenvolvimento do superporto de Mariel, próximo a Havana, é estimado em US$ 1 bilhão.

A influência cubana no Brasil é velada, mas muito intensa. José Dirceu, ex-chefe de gabinete e ministro mais influente de Lula da Silva, havia sido um agente dos serviços de inteligência cubanos. No exílio em Cuba, ele tivera o rosto cirurgicamente alterado. Ele retornou ao Brasil com uma nova identidade (Carlos Henrique Gouveia de Mello, um comerciante judeu) e ficou nessa função até que a democracia foi restaurada. De mãos dadas com Lula, ele colocou o Brasil entre os principais colaboradores da ditadura cubana. Ele caiu em desgraça porque era corrupto, mas nunca recuou um centímetro de suas preferências ideológicas e de sua cumplicidade com Havana.

"Algo semelhante está acontecendo com o professor Marco Aurélio Garcia, atual assessor de política externa de Dilma Rousseff. Ele é um anti-ianque contumaz, pior até do que Dirceu, porque ele é mais inteligente e foi mais bem treinado. Ele fará tudo o que puder para despistar os Estados Unidos.

"Para o Itamaraty – um ministério de relações exteriores reconhecido pela qualidade dos seus diplomatas, geralmente poliglotas e bem educados –, a Carta Democrática assinada em Lima em 2001 é só um pedaço de papel sem importância alguma. O governo simplesmente ignora as fraudes eleitores cometidas na Venezuela e na Nicarágua e é totalmente indiferente a qualquer abuso contra a liberdade de imprensa.

"Mas isso não é tudo. Há outras duas questões que fazem os Estados Unidos quererem ser informados em relação a tudo o que acontece no Brasil, pois, de uma forma ou de outra, elas afetam a segurança dos Estados Unidos: corrupção e drogas.

"O Brasil é um país notoriamente corrupto e essas péssimas práticas afetam as leis dos Estados Unidos de duas maneiras: quando os brasileiros utilizam o sistema financeiro americano e quando eles competem de forma desleal com empresas dos EUA, recorrendo a subornos ou comissões ilegais.

"A questão das drogas é diferente. A produção de coca boliviana quintuplicou desde que Evo Morales se tornou presidente, e o distribuidor dessa substância é o Brasil. Quase tudo acaba na Europa, e os nossos aliados estão querendo informações. Essas informações, às vezes, estão nas mãos de políticos brasileiros."

Minhas duas perguntas finais são inevitáveis. Washington apoiará a candidatura do Brasil a membro permanente no Conselho de Segurança da ONU?

“Se você perguntar para mim, não”, diz ele. “Nós já temos dois adversários permanentes: Rússia e China. Não precisamos de um terceiro.”

Para finalizar, os Estados Unidos continuarão espionando o Brasil?

“Com certeza”, ele me diz. “É nossa responsabilidade para com a sociedade americana.”

Acho que Dona Dilma deveria trocar seu e-mail com frequência.
Nota do tradutor:
Para um resumo do Foro de São Paulo com vídeos de Lula, Chávez e Dirceu: Conspiração é o Foro que te pariu! - O mínimo que você precisa saber sobre o Foro de São Paulo ("Os cinco crimes do Foro" estão no décimo item);

Atas do Foro de São Paulo: http://www.midiasemmascara.org/arquivo/atas-do-foro-de-sao-paulo.html;

Best seller de Olavo de Carvalho, organizado por Felipe Moura Brasil, 'O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota'.

Ou então fique aí... esperando 20 anos a imprensa brasileira informar você das coisas.
 Da coluna de Carlos Alberto Montaner, publicada no Miami Herald de 25 de setembro de 2013.

Tradução: Felipe Moura Brasil

sábado, 28 de setembro de 2013

Venezuela, o país das favelas, da violência e da anarquia institucionalizada pela ditadura comunista bolivariana

Alguns amigos meus decidiram fazer turismo pelo Caribe e deram uma passada pela Venezuela. Como são aqui de Santa Catarina que é um dos melhores e mais equilibrados e organizados Estados brasileiros, ficaram horrorizados com o que viram na dita República Bolivariana. 

Me enviaram algumas fotos que mostram detalhes impressionantes da capital, Caracas, conforme vocês podem ver acima.

É que o ambiente em que vivem as pessoas materializa o que passa em seus cérebros. Valores éticos, morais e estéticos denotam o ambiente cultural e político em que vivem os seres humanos. Reflete também, como não poderia deixar de ser, a forma como é gerido o Estado.

Dá para notar, por exemplo, que as favelas começam no alto dos morros e se derramam sobre a cidade, envolvendo-a.

Deve-se notar que a exemplo do Brasil, as residência e edifícios possuem grades nas janelas. A diferença do que se vê por lá é que essas grades não se circunscrevem às partes térreas dos prédios, mas também são colocadas nos andares acima. Supõem-se que os assaltos e furtos provavelmente podem ser feitos por verdadeiros homens-aranha escalando as paredes. Há prédios que parecem verdadeiras prisões.

Em outra foto se nota um prédio inacabado porém habitado, o que parece ser resultado de uma ocupação de movimentos sem teto e similares que também existem na Venezuela, e foram criados pelo governo comunista bolivariano do finado caudilho Hugo Chávez.

Chávez esteve no poder durante 14 anos e o resultado de seu governo, que continua sob a ditadura de Nicolás Maduro, por ele nomeado antes de morrer, expressa-se pela faceta dramática da profusão de favelas. Em vez da pobreza diminuir, aumentou significativamente!, a mostrar que o comunismo, socialismo e similares, que no final das contas são coisas iguais, é um total desastre.

Sob o comunismo chavista-cubano, a Venezuela se transformou num dos países mais violentos do mundo. Os necrotérios recebem por dia centenas de cadáveres, vítimas de roubos, assaltos e vindita. Ou ainda como resultado das escaramuças entre os bandos do narcotráfico. Durante seu reinado, Chávez acolheu os terroristas colombianos das Farc.

Não deixa de ser irônico o fato de que a Venezuela possui as maiores jazidas petrolíferas do mundo. A Opep, inclusive, foi criada por um empresário petroleiro da Venezuela. O país possui cerca de 29 milhões de habitantes. Dispõe de clima bom, praias maravilhosas, florestas exuberantes, grande beleza natural, enfim, possui tudo de bom que um país poderia almejar. Só com o turismo a Venezuela poderia ser um país de primeiro mundo. Agregue a isso o petróleo e se teria uma potência econômica com poucos rivais.

No entanto, esse país que deveria ser altamente desenvolvido, está economicamente e socialmente esfacelado e dividido por uma insana luta de classes alimentadas pelo comunismo chavista.

Todas as instâncias estatais estão sob severo aparelhamento e controle do chavismo. Uma das fotos mostra o prédio da estatal de energia Corpoelec, vendo-se pregado acima um outdoor com a figura do finado caudilho Hugo Chávez. Há um esforça para transformar Chávez numa espécie de Perón.

Atualmente a Venezuela amarga inflação das mais altas do mundo. Houve uma brutal desvalorização do bolívar. Há escassez de produtos de primeira necessidade, como alimentos e medicamentos e até mesmo de papel higiênico.

O chavismo promoveu a estatização de empresas do agronegócio, expropriou fazendas produtivas e fábricas de alimentos.

Assim, a Venezuela é o exemplo mais bem acabado de que o comunismo é uma desgraça. Lá como aqui no Brasil, o governo não fala em comunismo, mas em "socialismo do século XXI", eufemismo para esconder uma ditadura cruel e corrupta, a reprodução mais bem acabada da ditadura de Fidel Castro e seu irmão Raúl. A transformação dos países latino-americanos em repúblicas comunistas é orientada pelo Foro de São Paulo, a organização esquerdista internacional fundada por Lula e Fidel Castro em 1990. Recentemente, o Foro de S. Paulo esteve reunido na capital paulista. A grande mídia praticamente silenciou, já que comunismo e Foro de S. Paulo foram transformados, por evidente conveniência do PT, em tabus.

Na Venezuela, um dos passos decisivos para a transformação do país numa ditadura do tipo cubano aprofundou-se depois que o caudilho Hugo Chávez começou a importar médicos cubanos, da mesma forma que o governo do PT está fazendo agora aqui no Brasil.

O exemplo da Venezuela tem de ser olhado com atenção pelos brasileiros. Afinal, o chavismo é irmão siamês do PT de Lula, da Dilma e seus sequazes. 

Quem conhece muito bem a Venezuela é o marketeiro Renato Pereira, que comanda a campanha presidencial do candidato Aécio Neves. É que Pereira mergulhou fundo na realidade da Venezuela, pois foi ele quem fez a campanha do candidato oposicionista venezuelano Henrique Capriles.

Com razão, os meus amigos dizem que jamais pretendem voltar à Venezuela.


Fonte: Aluízio Amorim

Veja como os médicos cubanos nem começaram e já trabalham como cabos eleitorais do PT




A foto ao lado mostra, no palanque: Padilha, ministro e candidato a governador, recepciona os médicos cubanos: tudo filmadinho (fotografia de Rondon Vellozo/ASCOM. Min. Saúde). Os médicos-escravos não tiram os jalecos nem no palanque, tudo dentro do marketing brega dos Castro e Padilhas. 

Reportagem de VEJA desta semana mostra que, sem autorização para iniciar os atendimentos, tudo que os médicos fizeram até agora foi aparecer ao lado de políticos do partido para exaltar o programa Mais Médicos. A reportagem é de Alexandre Aragão e Kalleo Coura. Leia tudo:
Tupanatinga, no agreste de Pernambuco, tem 25 000 habitantes e menos de 1 000 carros. Para chegarem lá, as médicas cubanas Norka Imberd e Norma Elías sacolejaram na estrada por quatro horas e meia desde o Recife. Estão instaladas há quase uma semana em um dos dois únicos hotéis da cidade, mas ainda não tiraram o estetoscópio da bagagem. Como continuam sem autorização de trabalho no Brasil, aproveitaram o tempo livre para desfilar sorridentes ao lado do ainda mais sorridente prefeito Manoel Tomé (PT). “Queria saudar aqui duas pessoas importantíssimas que o município acaba de receber”, discursou ele. “Elas vieram lá de ‘Cubas’ numa missão para melhorar a saúde de nossa cidade.” O fato de o prefeito não conseguir acertar o nome do país das doutoras não significa que ele ignore a força política do programa do governo federal que as trouxe a Tupanatinga -- o Mais Médicos. Prova disso é que já mandou até pintar um dos postos de saúde da cidade de vermelho e branco, as cores do seu partido.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Analfabetismo cresce no Brasil e prova que o PT é embusteiro e Fernando Haddad, incompetente

Vergonha nacional – O ucho.info preferiu aguardar o transcorrer desta sexta-feira (27) para, na esperança de que o governo do magistral Partido dos Trabalhadores apresentasse alguma desculpa esfarrapada para o aumento do analfabetismo no País, escrever sobre o tema. Como esperado, isso não aconteceu e contou com a conivência da grande imprensa nacional, sempre obediente, que não publicou uma só matéria mais abrangente em termos políticos sobre o assunto. Ou seja, a covardia de uns e a obediência obtusa de outros acabaram prevalecendo.
Quando decidiu tomar de assalto a maior cidade brasileira, Lula, o lobista-fugitivo, disse aos paulistanos que Fernando Haddad fora o maior ministro da Educação de todos os tempos. O prefeito, que nos bastidores é conhecido como “coxinha”, foi uma ode ao fiasco enquanto responsável pela Educação, mas a magistral mentira de Lula foi desmontada com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.
De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais de idade é de 8,7%, o que corresponde 13,2 milhões de analfabetos. Em 2011, taxa foi de 8,6%, equivalente a 12,9 milhões de pessoas. Trata-se da primeira vez que a taxa de analfabetismo aumenta em quinze anos. A última vez que o índice cresceu em relação ao ano anterior foi em 1997.
Sempre monitorado pelo Palácio do Planalto, o IBGE explicou que a variação de 0,1 ponto percentual de 2011 para 2012 está dentro do “intervalo de confiança”, e não significa obrigatoriamente que o índice de analfabetismo aumentou, mas que se manteve.
Essa explicação do IBGE é no mínimo uma piada de péssimo gosto, se considerado o fato de que a presidente Dilma Rousseff “vendeu” o Brasil aos estrangeiros, durante sua passagem por Nova York, como sendo o país de Alice, aquele das fabulosas maravilhas.
Esse cenário caótico e inaceitável mostra que Fernando Haddad foi um fracasso como ministro da Educação, o que também pode-se dizer a respeito do seu sucessor na pasta, o petista Aloizio Mercadante, o soberbo que conseguiu pela primeira vez na história a proeza de plagiar a si mesmo.
A tropa de choque da esquerda nacional certamente reagirá com a contundência covarde e chicaneira de sempre, mas contra fatos não há argumentos. Para provar que o messianismo petista é de camelô, o Nordeste foi a região do País que registrou o maior índice de analfabetismo, 17,4%, com alta de meio ponto percentual em relação a 2011, quando bateu na casa de 16,9%. Isso mostra que o programa “Bolsa Família” é um instrumento que permite ao PT manter e aumentar o seu curral eleitoral, sem que a contrapartida (manter os filhos na escola) seja cobrada.
Dilma Rousseff, a gerentona inoperante, que gosta de incensar a última década como sendo o período em que o Brasil foi de fato descoberto, deveria deixar de lado seu costumeiro mau humor e explicar essa situação que envergonha uma nação, não sem antes ser um atentado contra a cidadania. O mais incrível é que muita gente não consegue compreender os motivos que levam dois terços da população estarem na faixa dos que recebem menos de dois salários mínimos por mês, que para os bandoleiros do poder é uma enorme conquista.
Fonte: Ucho.Info

Dize-me com quem andas...

PERCIVAL PUGGINA

A despeito do fingimento da mídia brasileira, os órgãos de segurança dos EUA estão perfeitamente a par de tudo. Sabem que o partido que nos governa integra o Foro de São Paulo.


Não ouvi a fala da presidente Dilma na ONU. Espero que não tenha iniciado o discurso com aquele seu horroroso refrão: "Eu queria dizer para vocês...". Aliás, é inacreditável que nenhum assessor ainda lhe tenha dito que se ela está de pé, se tem a intenção de falar, se está com o microfone na mão... basta falar. Não precisa dizer que quer dizer. Isso a gente já sabe.

Pois bem, não ouvi o discurso, mas li a respeito. Pelo resumo do que li, a presidente puxou as orelhas de Obama em virtude da espionagem que a ANS vem fazendo na nossa privacidade. E soube, também, que Obama, no seu turno de falar, puxou as dela com seu silêncio sobre o assunto. Por outro lado, assisti o inteiro relato que o ministro José Eduardo Cardozo fez durante a audiência pública a que foi convidado pela Câmara dos Deputados na última terça-feira.

Segundo contou, já ocorreram as duas reuniões que haviam sido acertadas entre Brasil e EUA. A primeira delas, de natureza técnica, foi inteiramente inútil porque quando os técnicos brasileiros perguntavam sobre o que foi feito e como foi feito, os norte-americanos afirmavam que eram questões de segurança interna que não podiam ser reveladas. A reunião política, posterior, à qual o próprio ministro compareceu, começou e terminou com evasivas e lero-lero tipo "vamos tomar providências" e "voltaremos a conversar sobre esse assunto", etc. e tal. Para usar com propriedade uma palavra da moda - "enrolation".
         
Ficou evidente que o governo norte-americano não têm a menor intenção de conversar sobre sua bisbilhotice e que Dona Dilma, com o alvoroço que causou, acabou se enfiando numa saia justa. Descobriu, talvez, que os EUA não são como o Brasil. Ela falou para surdos, engrossou o tom contra quem não lhe deu atenção. O silêncio de Obama e a falta de repercussão de suas palavras no plenário foram uma lição para a vida. Agora, só lhe resta queixar-se a Bento XVI que no papa Francisco ela já deu uma canseira.

Essa espionagem, vista na perspectiva dos interesses brasileiros, é uma violência e um profundo desrespeito à nossa soberania e aos bons costumes nas relações entre os Estados nacionais. No entanto, a espionagem é um mau costume que integra de modo permanente a história dos povos. Tolo é quem se deixa surpreender e não se prepara para evitá-la. A contra-espionagem está para espionagem assim como a polícia está para o bandido.

Na perspectiva norte-americana, a situação se apresenta de modo diferente. O partido que hegemoniza o poder no Brasil integra o Foro de São Paulo (FSP), organismo político que articula a esquerda continental, embora a imprensa brasileira teime em fazer de conta que não existe. Nossa imprensa sabe, perfeitamente, que esse poderoso órgão, "criado para restabelecer na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu", se reúne uma vez por ano para definir objetivos e estratégias. Sabe que os membros do FSP, partindo do zero em 1991, já governam 16 países do continente. Mas o nosso jornalismo não se interessa pela organização nem quando seus membros se reúnem em São Paulo. A imprensa sabe, mas faz questão de que você, leitor, não saiba.

A despeito do fingimento da mídia brasileira, os órgãos de segurança dos EUA estão perfeitamente a par de tudo. Sabem que o partido que nos governa integra o FSP. Sabe que Lula foi seu fundador, junto com Fidel Castro. Sabe que entre partidos organizados, socialistas e comunistas, também participam do Foro grupos guerrilheiros como o MIR chileno e as FARC colombianas. Sabe o quanto as convicções políticas de todo o grupo são anti-americanas. Reconhecem o peso do Brasil no contexto regional e sabem que o governo brasileiro não consegue esconder sua simpatia e afeição a quem quer que, na cena política mundial, se revele adversário dos EUA, em especial os atuais governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Peru, Nicarágua, Argentina, Uruguai, Irã e Palestina. Será preciso mais para motivar os ianques, especialmente em tempos nos quais o país se percebe vulnerável dentro do próprio território? Se o governo brasileiro não quiser ser espionado, que se acautele. Afinal, até eu gostaria de saber o que eles andam tramando.



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Liberdade, essa palavra.

Servidores do Itamaraty vão ao desespero com as trapalhadas de Dilma Rousseff em Nova York

Chave de hospício – O que a presidente Dilma Rousseff fala tem prazo de validade curto, de poucas horas no máximo. A situação piora quando o palavrório é balbuciado de plateia de importantes, ou quase isso. Durante o discurso que proferiu na ONU, na abertura da 68ª Assembleia-Geral, Dilma fez uma sugestão com viés de exigência: a criação de regras para a utilização da internet e o fim da espionagem. Ou seja, a presidente do Brasil continua acreditando que é dona do mundo.
Nesta quarta-feira (25), ainda em Nova York, Dilma mudou o discurso e disse que, para eliminar eventuais dúvidas, a situação não pode ficar como está. O que a petista tentou, mas não conseguiu, foi ter o apoio da ONU para um eventual controle da rede mundial de computadores, sonho de qualquer comunista obcecado pelo totalitarismo, mesmo de maneira disfarçada.
Ciente da besteira que representou a primeira parte de seu discurso na ONU, ocasião em que mandou recados ao presidente Barack Obama, a petista Dilma destacou que a parceria com os Estados Unidos é estratégia para ambos os países. Mesmo assim, ela insiste em um pedido de desculpas por parta da Casa Branca, o que não acontecerá, pois o assunto da espionagem continua no campo das denúncias, por conseguinte sem comprovação alguma.
Quando muitas pessoas comparam a presidente Dilma Rousseff à figura da Mônica, a personagem dentuça e mal humorada das histórias em quadrinho de Maurício de Souza, não o fazem sem pensar. Assim é a presidente, dificílima no trato e avessa a qualquer opinião alheira. Em suma, ou prevalece o seu desejo ou nada feito. É por essas e por outras que o Brasil continua no atoleiro da crise econômica, porque é de Dilma a última palavra sobre o tema.
Enquanto Dilma protagonizava mais um fiasco, desta vez no plenário da ONU, integrantes do Ministério das Relações Exteriores iam ao desespero diante dos televisores. Em São Paulo, um grupo de servidores de carreira da diplomacia brasileira passou boa parte do tempo de cabelo em pé durante reunião na região da Avenida Paulista. Um dos servidores da pasta não suportou o fiasco e rasgou o verbo: “Demoramos tanto tempo para estreitar as relações com os Estados Unidos e essa mulher coloca tudo a perder”. A informação foi passada ao ucho.info por um dos participantes do encontro.
Estabanada conhecida, Dilma só encontra guarida na plateia da esquerda latino-americana, que sem saber a razão já se acostumou com o ofício de bater palma para maluco dançar. Para essas pessoas que rezam pela cartilha chicaneira de Havana, enfrentar o inimigo maior, os Estados Unidos, é a senha para o orgasmo ideológico.
Desse episódio vergonhoso que teve lugar na ONU chega-se à conclusão, mais uma vez, que a política de relações internacionais do governo petista de Dilma Rousseff é absolutamente equivocada. Dilma fala grosso com o norte-americano Barack Obama, de quem exige a confissão de culpa por um crime sem comprovação e que continua na seara das denúncias, mas fala fino com o boliviano Evo Morales, uma marionete do cadáver de Hugo Chávez que surrupiou uma instalação industrial da Petrobras e submete o Brasil a vexames diplomáticos sem precedentes.
Mas os brasileiros nada podem esperar em termos de diplomacia de um governo que tem como chanceler genérico o trotskista arrogante Marco Aurélio Garcia, que horas depois do maior acidente da aviação brasileira comemorou o resultado de um laudo de encomenda com gestos obscenos, em claro desrespeito às vítimas fatais e suas respectivas famílias.
Eis o Brasil, que tão bem cabe naquela profética declaração de um conhecido comunista de boteco, “nunca antes na história deste país”.
Fonte: Ucho.Info