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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Preço dos alimentos desmente o governo e eleva a inflação na segunda semana de outubro

Subindo a ladeira – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou variação de 0,45% na segunda semana de outubro, alta de 0,07 ponto percentual em relação o resultado anterior. A alta foi puxada principalmente pelo grupo alimentação, que saltou de 0,41% para 0,63%.
De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV, cinco dos oito grupos de despesas que compõem o índice registraram elevação. O grupo “educação, leitura e recreação” subiu de 0,11% para 0,32%, com destaque para a alta da passagem aérea (0,10% para 6,11%). O grupo comunicação passou de 0,19% para 0,38%, com destaque para a elevação da tarifa de telefone celular (-0,25% para 0,52%).
O grupo “saúde e cuidados pessoais” também apresentou alta, passando de 0,44% para 0,47%, com destaque para os artigos de higiene e cuidado pessoal (0,47% para 0,75%). O grupo de despesas diversas passou de 0,04% para 0,07%, com destaque para rações de animais domésticos (-0,09% para 0,52%).
Dois grupos apresentaram recuo na pesquisa do Instituo Brasileiro de Economia: vestuário (de 1,05% para 0,91%) e transporte (de 0,07% para 0,06%). O grupo habitação ficou estável em 0,54%.
Esses números, apesar de serem pontuais, refletem uma realidade mais ampla e mostram a fragilidade da economia brasileira, a despeito do que tem afirmado a presidente Dilma Rousseff.
Há dias, em uma das suas muitas viagens de campanha, a presidente disse que o cenário econômico é “um copo meio cheio com viés de alta”. Tal declaração, desmentida pelos dados econômico-financeiros do País, serve apenas para ludibriar a opinião pública, que começa a perceber a extensão do engodo em que se transformou o desgoverno de Dilma, apresentada ao eleitorado brasileiro como a “gerentona”.
Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Médicos advertem: "Dilma vai ver o que é bom na hora de pedir votos!"



Durante a campanha eleitoral, os médicos prometem multiplicar por milhões cartazes como os da foto.

Rompidas com o governo, entidades médicas prometem campanha contra a reeleição da presidente em 2014, como resposta às novas medidas para a área da Saúde e principalmente pela criação do programa Mais Médicos, informou nesta terça-feira o site www.brasil247.com.br, geralmente alinhado com o governo e com o PT. Leia mais:

. O discurso dos médicos é feito às claras.

. Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, os médicos marcarão posição antigoverno aos pacientes.  "Não é o candidato A ou B, o sentimento é escolher um candidato que, certamente, não será a presidente Dilma", avisou Florentino Cardoso.

. No cálculo do presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, a classe consegue decidir 40 milhões de votos. Hábil como sempre, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha "lamenta a truculência e a arrogância de grupos isolados". 


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Revista Veja: A vitória da baderna. Em defesa da maioria.

Diante de uma polícia acuada, os arruaceiros se fortalecem e surgem mais violentos e destemidos do que no início dos protestos.
 Daniela Lima e Bela Megale
 Horas depois da ação coordenada de black blocs que deixou destruídas lojas de São Paulo e do Rio de Janeiro e espalhou o pânico nas duas cidades, o comandante-geral da PM paulista, coronel Benedito Meira, pediu licença para mostrar um vídeo ao governador Geraldo Alckmin. Além de oficiais da PM, estava presente à reunião toda a cúpula da Secretaria de Segurança do Estado. No filme, gravado na segunda-feira em frente à Secretaria Estadual de Educação, no centro da capital, o que se via era uma fileira de mascarados vestidos de preto avançando na direção de uma acuada tropa de policiais militares. Provocando os homens com gritos como "não estudou, tem que estudar, para não virar polícia militar", os mascarados começam lançando pedras na direção da tropa. "Calma. calma", orienta o oficial responsável pelo agrupamento. Em seguida, vêm as bombas. São três estouros. Os policiais permanecem no lugar, tentando se defender atrás dos escudos. No fundo, a voz do comandante desestimula qualquer outra reação. "Mantenham a calma, mantenham a calma", insiste.
Ao ver o filme, um dos oficiais afirmou: "Eu não entro em favela com um 38 para combater traficante armado de fuzil. Também não posso reagir com um cassetete contra quem vem para cima com coquetéis molotov". No mesmo dia, Alckmin decidiu revogar a proibição do uso de balas de borracha, suspenso desde 17 de junho. Quatro dias antes, uma atuação descontrolada da Tropa de Choque da PM atingiu com balas de borracha dezenas de manifestantes e jornalistas que cobriam protestos na região central de São Paulo. Desde então, as balas foram banidas no estado—junto com a autoridade da polícia, que passou a atuar intimidada, incerta de seus limites e receosa do julgamento da opinião pública. No Rio de Janeiro, uma situação parecida ocorreu. Depois dos primeiros protestos de junho, dos quais dezenas de pessoas saíram feridas, os policiais não só pararam de impedir as depredações como se deixaram encurralar por arruaceiros que invadiram a Assembleia Legislativa.
Além da hesitação das polícias, nas duas cidades, afrouxaram-se os protocolos para lidar com as manifestações. Em vez de cumprirem a regra de informar previamente às autoridades horário e itinerário dos protestos, os manifestantes passaram a improvisar livremente seus atos. A polícia tinha de descobrir onde eles ocorreriam por meio das redes sociais ou à medida que aconteciam.
Tudo isso fortaleceu os black blocs. Na semana passada, eles mostraram que estão mais organizados e mais bem armados. Os pedaços de pau e pedras deram lugar a esferas de aço e coquetéis molotov, agora lançados com estilingues. Os rojões passaram a vir reforçados com bolas de gude e outros objetos, de forma a se transformarem em morteiros lançados contra a polícia. "Houve um aumento da ousadia desses grupos que se infiltram nas manifestações e atuam para desmoralizar o estado. Eles estão mais predispostos a partir para o enfrentamento", afirma o coronel Reynaldo Simões Rossi, comandante do batalhão que monitora a região central de São Paulo. "Tenho policiais afastados há mais de sessenta dias, homens com fratura de face, mandíbula e risco de perder a visão", afirma. Um desses feridos foi atingido na segunda por um rolamento lançado por estilingue. O lado esquerdo de sua face terá de ser reconstituído, e ele corre o risco de perder a visão. Não há dúvida de que a escalada da violência dos black blocs se deu no vácuo da atuação da polícia. "Ficamos entre a prevaricação e o abuso de autoridade", reconheceu o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.
Investigações da inteligência policial paulista mostram uma coordenação inédita entre os grupos de várias cidades, como se viu na segunda passada. Eles se provocam uns aos outros, numa competição para ver quem vai ser o mais violento. "Quando é que São Paulo vai dar um "salve"?, cutucaram cariocas, usando a gíria comum entre criminosos de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) para designar uma ordem de ação criminosa. A comunicação se dá sobretudo por meio de redes sociais como o Facebook e a N-l. mais difícil de ser rastreada.
Na reunião de segunda-feira com a cúpula da segurança, o governador Alckmin recebeu das mãos do delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck, um relatório preparado pela equipe de inteligência que revelava, entre outras coisas, que para organizar protestos nas redes sociais os black blocs criam vários perfis falsos, de maneira a dificultar o rastreamento da polícia. A peça, com mais de 200 páginas, reúne informações trocadas pelos jovens que a polícia acredita serem os cabeças da violência.
Embora tardia, a contraofensiva do estado à ação dos black blocs parece que começa finalmente a ser traçada. Desde o início dos protestos, já foram abertos cerca de 100 inquéritos relacionados a vandalismo e agressões. Mas, como as investigações são dispersas, os casos não andavam. Agora, todas as informações sobre as lideranças dos black blocs serão organizadas em um único inquérito. A tática, espera-se. facilitará o enquadramento dos culpados em crimes como associação criminosa e formação de quadrilha, o primeiro passo para impedir que os presos de hoje de manhã estejam na rua à tarde.
"Hoje. na maioria dos casos, o policial leva o indivíduo para a delegacia e ele não passa nem uma noite lá", diz o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella. "Será que isso é suficiente para inibir e punir esses comportamentos que, mais do que causar dano, ofendem a paz pública, geram intranquilidade e afetam diretamente o direito de manifestação?", pergunta ele. Para quem não anda por aí de cara tapada e molotov na mão, a resposta certamente é não.
                               
Em defesa da maioria
Ao contrário do que ocorre no Brasil, os policiais dos países mais civilizados e democráticos do mundo são apoiados e admirados na contenção dos baderneiros
Há poucas semanas, no final da tarde de um sábado já não tão quente em Paris, os alto-falantes das linhas de metrô com estações na Champs-Élysées anunciavam, a cada dez minutos, que os trens não parariam para embarcar ou desembarcar passageiros na avenida mais conhecida da cidade, por motivo de segurança. Não havia problema nos trilhos ou ataque terrorista. Foi só uma maneira de evitar que uma passeata não autorizada contra o casamento gay fosse engrossada por simpatizantes ou confrontada por eventuais oponentes. Os manifestantes, um grupo católico autointitulado Veil-leurs. algo como "Vigias da Noite", haviam convocado simpatizantes para descer a Champs-Élysées, do bairro modernoso de La Défense em direção à Place de la Concorde, onde eles se concentrariam. acenderiam velas e rezariam pela revogação da lei aprovada neste ano. Na quarta-feira anterior, a polícia já havia anunciado que não permitiria a passeata divulgada pelas redes sociais, visto que não fora contatada por interlocutores do movimento para conversar a respeito do assunto. "Todos os cortejos em vias públicas devem ser precedidos por um aviso prévio, o que até o momento não foi feito", lembrou a polícia. Os manifestantes retrucaram, via redes sociais outra vez. afirmando que iriam fazer a passeata mesmo assim, porque eles andariam nas calçadas, e não no meio da rua. Bravata. Não houve passeata nenhuma — de trinta em trinta pessoas, sem carregar faixas ou gritar slogans, eles rumaram até a Place de la Concorde. Como era sábado à noite, e nada daquilo prejudicava a circulação na área, já havia sido permitido que executassem a sua pajelança por lá. sob os olhares de policiais e de poucos turistas.
Sim, você leu certo: na França, manifestações, sejam elas contra, a favor ou muito pelo contrário, precisam ser autorizadas pela polícia ou elas simplesmente não ocorrem. Se se desrespeita a proibição ou as normas que a regulam são burladas, o resultado é previsível e até desejável pela maioria dos cidadãos: entra em ação o aparelho de repressão do Estado, detentor, no contrato social, do monopólio das ações enérgicas. Na Inglaterra, as regras são semelhantes. Evidencie-se aos distraídos que não se está falando de ditaduras ou arremedos de democracia, como Cuba. Coreia do Norte ou Rússia, e sim do núcleo duro do Ocidente, onde a liberdade de expressão, informação e opinião é, mais do que cláusula pétrea das respectivas constituições, ingrediente da receita essencial que o formou. As manifestações ininterruptas no Brasil, da forma como vêm se dando, são chocantes no exterior porque é incompreensível para um cidadão europeu que, num país em que vigora a democracia plena, bandos de pessoas possam bloquear ruas a seu bel-prazer, infernizando o cotidiano de milhares de outras, para dar curso a reivindicações de quaisquer sabores. Quanto à invasão cotidiana de prédios públicos, de sedes de empresas e à depredação de bancos, lojas e estações de metrô — bem, aí parece mesmo coisa de outro planeta. O dos macacos.
A ordem e o respeito à lei não são empecilho a protestos que fazem parte do jogo democrático. Paris, na condição de capital francesa e centro de convergência internacional, é uma festa — em
especial, para manifestantes. Em Londres, não é diferente. Uma das principais caixas de ressonância mundiais, a capital inglesa conta com protestos frequentes, controlados por regras estritas e policiais com grande grau de autonomia para lidar com possíveis imprevistos. Neste momento, enquanto o repórter escreve, sírios pró-intervenção ocidental fazem algazarra lá embaixo, ao lado da Assembleia Nacional francesa, na pracinha Édouard Herriot. É um ritual quase diário. Os manifestantes chegam com antecedência em relação à hora combinada. Podem ser imigrantes ilegais africanos querendo documentos, árabes gritando contra regimes despóticos, franceses clamando por mais benefícios e por aí vai. Eles se instalam na pracinha bloqueada por grades e vigiada por soldados, pendurara os seus cartazes, agitam bandeiras, gritam, cantam, dão entrevistas a repórteres e, depois de duas a três horas, em média, se dispersam sem confusão, conforme o acertado, até as 9 da noite. Pois é, tem horário. Na gigantesca manifestação ocorrida contra o casamento gay, em janeiro, que reuniu 800000 pessoas aos pés da Torre Eiffel, sob um frio de freezer, os oradores apressaram os seus discursos porque tudo deveria terminar às 8 da noite, segundo o acordado com a prefeitura e as forças policiais.
Horário e lugar. Manifestações diante do palácio presidencial do Eliseu. Proibido. Do palácio do primeiro-ministro, Matignon. Proibido. Do Senado, no Jardim de Luxemburgo. Proibido. Da Assembleia Nacional. Proibido. De ministérios. Proibido. Em avenidas vitais para a circulação de carros e transporte público. Proibido. Neste ano, por duas vezes tentaram pegar as autoridades de surpresa na Place du Palais Bourbon, em frente à Assembleia. Na primeira, em janeiro, agricultores sequiosos por mais subsídios governamentais apareceram de manhã, espalharam alfafa nas adjacências do portão e, quando estavam para soltar uma vaca amedrontada, pobrezinha, de dentro de um caminhão (ótima imagem para jornais e TVs), policiais chamados às pressas os impediram de fazê-lo. Uma hora mais tarde, mais ou menos, a praça estava limpa — de manifestantes, alfafa e vaca. Na segunda, em maio, os Veilleurs irromperam à noite e se sentaram no chão da praça. Queriam fazer uma vigília de orações madrugada adentro. Foram cercados por soldados, e um sargento lhes comunicou que seriam retirados à força, caso resistissem a sair. O argumento de que queriam apenas rezar não comoveu as almas uniformizadas. "Rezar. Aqui, também não pode", replicou o sargento. Tudo acabou na santa paz laica.
Na França, um decreto-lei de 1935 (há oitenta anos. portanto) definiu os parâmetros a ser obedecidos por quem deseja exercer o direito de protestar nas ruas. Eis alguns:
Com três dias de antecedência, no mínimo, três organizadores devem enviar uma declaração por escrito à prefeitura ou ao comando da polícia sobre a intenção de fazer uma manifestação. Dessa declaração precisam constar os seus nomes completos, os seus domicílios fixos, o dia, a hora e o itinerário a ser seguido pelo cortejo ou, no caso de ser apenas uma concentração de pessoas, sem passeata. o local escolhido para a gritaria.
Se a prefeitura ou a polícia estimarem que a manifestação constitui ameaça grave à ordem pública ou que o aparato policial não está apto a garantir a segurança. elas poderão proibi-la.
Antes que o leitor veja no segundo item uma forma de filtrar inconveniências ideológicas, diga-se que as interdições. por lei, devem ser exceção e que, na hipótese de os organizadores se acreditarem censurados, existe a possibilidade de recorrer a um juiz, em caráter de urgência. Das centenas de manifestações que ocorrem em Paris a cada ano, não mais do que seis são vetadas. De acordo com a prefeitura. 40% são relativas a assuntos estrangeiros. Os sírios lá embaixo, na Place Édouard Herriot, por exemplo.
Governadores brasileiros decidiram proibir o uso de máscaras em manifestações. Não há nada de autoritário nisso. É uma ótima maneira de domar os incivilizados que se infiltram em atos que se querem civilizados — e de começar a civilizar quem pede mais civilização, mas dá uma piscadela cúmplice aos baderneiros, para em seguida jurar que nada tinha a ver com eles. Segue-se, aqui, a cartilha da França, da Inglaterra e do Canadá. Um decreto-lei do governo francês de 2009 vetou as máscaras completamente, seja no interior de um protesto, seja nos seus arredores, como forma de prevenir a ação de arruaceiros. Os desobedientes são detidos, fichados e têm de pagar uma multa de 1500 euros (ou 4500 reais). Em caso de reincidência no prazo de um ano, o valor dobra. No Canadá, uma lei aprovada recentemente pune com pena de até dez anos de prisão quem participar mascarado de qualquer perturbação da ordem pública. O motivo foi um tumulto em Vancouver, quando o time de hóquei no gelo local perdeu a final do campeonato americano e o centro da cidade ficou praticamente em ruínas. Não é preciso pedir autorização para organizar protestos, desde que eles não obstruam ruas nem calçadas. Os policiais acompanham os cortejos e só entram em ação quando a coisa sai do controle. Foi o que ocorreu em Toronto, em 2010, durante uma reunião do G20 na cidade. Black blocs, sempre eles, resolveram incendiar viaturas de polícia e destruir agências bancárias. Centenas deles foram presos e processados. "É o que fazemos com criminosos", resumiu o prefeito David Miller.
Nos Estados Unidos, o histórico de repressão desmesurada aos movimentos em defesa de liberdades civis, na década de 60, principalmente, constrange até hoje as autoridades de cada estado americano no estabelecimento de normas mais rígidas para manifestações. "No entanto, impor restrições de tempo, lugar e organização a protestos passou a ser prática comum, embora não inteiramente formalizada", diz o sociólogo Alex Vitale, especialista em movimentos sociais do Brooklyn College, em Nova York. Em geral, são exigidos pedidos de permissão para ajuntamentos que excedam cinquenta pessoas, sem que sejam necessárias maiores especificações. De qualquer forma, badernas estão longe de ser toleradas. Desde 1998, o direito de protestar tomou-se mais restrito no país, se for considerado uma perturbação da segurança nacional — termo que costuma designar eventos que contem com a presença do presidente americano e convenções de partidos políticos. "Observamos que a polícia vem utilizando mais energia em oportunidades em que há pouca provocação por parte dos manifestantes"", critica o especialista em resolução de conflitos Stephan Sonnenberg. Talvez o senhor Sonnenberg pensasse diferente se estivesse do outro lado dos escudos de choque. É proibido, no entanto, policiais à paisana se misturarem a manifestantes. A sua identificação precisa estar bem visível, ao contrário do que acontece na França, onde quase sempre há agentes disfarçados em meio a manifestantes. Por ocasião dos protestos do movimento Occupy Wall Street, Nova York ressuscitou uma legislação municipal datada de 1845, reeditada em 1965, que bania o uso de máscaras fora do âmbito de festas. Justificou-se dessa maneira a prisão de sete pessoas que usavam a carranca do personagem Anonymous. A detenção de mascarados não é automática na cidade americana, mas, dependendo da situação, a lei escuda os policiais.
O uso de máscaras não é proibido na Inglaterra, mas os policiais têm o direito, por lei, de pedir a um manifestante que mostre o rosto em situações nas quais eles julguem o sujeito perigoso à ordem pública. Isso inclui maquiagens ou pinturas faciais que escondam a sua identidade. "Uma pessoa que se recusa a remover um item de vestuário ou outro qualquer, quando isso for solicitado por um policial no exercício da sua atividade, comete uma infração e poderá responder por isso", disse a VEJA Dave Lockyear. responsável pela comunicação da polícia de Londres. Os policiais encarregados de zelar pelo bom andamento de um protesto podem deter um suspeito por um prazo de até 24 horas, extensível por outras 24. período suficiente para que as engrenagens da Justiça entrem em funcionamento, seja para abrir um inquérito, seja para liberar o detido. As regras para manifestações na capital inglesa são detalhadas como as de Paris, com a diferença de que é necessário notificar as autoridades com seis dias de antecedência, no mínimo, e de que basta fornecer os dados de um único organizador. O lado quase enternecedor é que a polícia londrina chama atenção para os benefícios que tem quem obedece às normas: "Você pode encontrar a garantia de que o seu evento ou protesto não se chocará com o de outro grupo que pretenda utilizar os mesmos locais": " Nós poderemos facilitar a realização do seu protesto no que for possível e aconselhá-lo sobre a melhor forma de gerenciá-lo": "Nós poderemos mantê-lo a par de qualquer informação a respeito de quem queira protestar contra o seu protesto".
O carrasco-mor da Revolução Francesa. Maximilien de Robespierre, afirmou, em 1794, que. "quando o governo viola os direitos do povo, a insurreição é para o povo o mais sagrado e o mais indispensável dos deveres". No mesmo ano, ele perderia a cabeça na guilhotina, em outra prova de como, naquele período, a violação dos direitos populares ainda era uma questão que dependia somente do ponto de vista de quem puxava a corda que fazia descer a lâmina. Paris foi moldada fisicamente por insurreições — essa é a palavra que interessa aqui. No fim do século XVIII, os revolucionários aproveitaram-se das estreitas e tortuosas ruas medievais para erguer barricadas, fugir das tropas reais ou encurralá-las. A intrincada malha urbanística ajudou-os, assim, a derrubar a prisão da Bastilha, promover o quebra-quebra de outros símbolos da monarquia absolutista e vanda-lizar igrejas. Durante a "primavera dos povos", em 1848, idem. Em 1871, com a maior parte das reformas efetuadas por Georges-Eugène Haussmann já realizadas, os rebeldes da Comuna de Paris encontraram muito mais dificuldade para manter a cidade em seu poder.
Isso porque, sob os auspícios de Napoleâo III, sobrinho do Bonaparte corso, Haussmann havia posto abaixo o emaranhado de casarios insalubres da Idade Média, retificado os quarteirões, rasgado a paisagem com avenidas largas e parques e definido o gabarito para as construções parisienses que vigora até hoje inalterado no essencial. O propósito ia além do embelezamento e da modernização da capital da França. Tratava-se, ainda, de desenhar uma geografia que permitisse às autoridades mais eficácia na contenção de insurreições — eis aí a palavrinha outra vez —. por meio do rápido deslocamento de soldados e do uso de canhões. Os (pouquíssimos e tardios) resistentes franceses, aliás, experimentaram o efeito Haussmann sob a Paris ocupada pelos nazistas. Em maio de 1968, os estudantes amotinados no Quartier Latin lançaram mão da derradeira arma antiga à disposição de insurretos — paralelepípedos arrancados do pavimento das ruas. O governo do presidente Charles de Gaulle, então, decidiu asfaltar a região conhecida como a Velha Paris.
As insurreições no Ocidente — contra reis tirânicos, metrópoles coloniais, ditaduras ou invasores estrangeiros — foram um fator decisivo para a construção da democracia. O seu sucedâneo, numa escala que se diria evolutiva, são as manifestações pacíficas, como forma de pressão sobre os representantes do povo nos poderes constituídos. No berço do Ocidente, elas são asseguradas pelo artigo 10 da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e pela Convenção Européia dos Direitos Humanos. A redação desta última é exemplar: "A liberdade de manifestar a sua religião ou as suas convicções não pode ser objeto de restrições que não aquelas que, previstas pela lei, são necessárias, em uma sociedade democrática, para a manutenção da segurança, a proteção da ordem, a saúde ou a moral públicas, ou a proteção dos direitos e das liberdades dos demais indivíduos". Ou seja, insurreições na plena vigência do estado de direito não passam de tentativa de destruição do arcabouço democrático e, por isso, devem ser reprimidas.
Nos países civilizados, insurreição é um conceito que se estende do enfrentamento armado com as forças da ordem à desobediência constante aos marcos reguladores das manifestações legítimas. Marcos que, no caso específico das passeatas, visam a que a liberdade de expressão não se sobreponha a outra liberdade fundamental: a de ir e vir de todos os cidadãos. Nesse contexto, a polícia está investida do poder de reagir com firmeza contra aqueles, que desrespeitem os limites e confrontem a democracia. Em março, o movimento contra o casamento gay (ainda é o maior assunto na França, fazer o quê? promoveu quatro passeatas simultâneas em Paris. Numa delas, um grupo de ultradireita resolveu promover um débordement. um transbordamento do circuito combinado. Os policiais impediram a ação, os ultradireita decidiram enfrentá-los — e tomaram pau. Ninguém, absolutamente ninguém, censurou o uso de força. Pelo contrário,"a polícia foi elogiada à esquerda e à direita. Tome-se um exemplo oposto. Na comemoração da conquista do campeonato francês de futebol, em maio, o Paris Saint-Germikin escolheu como palco (la festa o Trocádéro. o lugar de onde se tem; a melhor vista para a Torre Eiffel. No fim, arruaceiros iniciaram uma confusão. Os policiais partiram para cima, conforme o manual, com o lançamento: de gás lacrimogêneo e o disparo de balas de borracha — mas se viram criticados por não ter evitado a bagunça.a tempo. Dá para imaginar isso no Brasil?
Cassetetes, tasers, canhões sônicos, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, fazem parte do equipamento dos policiais destacados para enfrentar multidões. Eliminá-los, como chegaram a sugerir desmiolados em São Paulo, equivaleria a mandar um gladiador desarmado para uma arena cheia de leões. É importante notar que todas essas armas foram desenvolvidas para não causar mortes nem ferimentos demasiado graves, quando usadas com perícia. São sinônimo de energia, não de selvageria, como parecem acreditar os sambistas brasileiros que defendem os black blocs contra a polícia, numa inversão de valores que é uma das nossas tristes verdades tropicais. Às voltas, com motins violentos nas banliues, as periferias das grandes cidades, protagonizados em sua maioria por jovens imigrantes. As autoridades francesas, em 2011, deram um passo além. Se atacados com armas de fogo diante uma manifestação, os policiais foram autorizadòs a responder com balas de verdade - desde que provenientes de fuzis de repetição, calibre 7L62 x 51 mm.
Houve quem gritasse contra a medida, afirmando que se tratava de um retrocesso aos tempos de Napoleão Bonaparte. Boa parte da ascensão de Napoleão ao poder, se deve ao fato de ter esmagado, em 1795, uma insurreição monarquista que ameaçava a Convenção Nacional, a instância máxima de governo dos revolucionários franceses, instalada no então Palácio das Tulherias (incendiado em 1871. por ancestrais dos black blocs). Napoleão mandou as tropas sob o seu comando utilizar artilharia pesada —: canhões de boca larga, como os expostos nos Invalides, para ser mais exato — contra os rebelados, matando 1 400 deles. Evidentemente, trata-se de uma comparação exagerada. A permissão para usar armas de fogo contra manifestantes é restrita a casos extremos e só foi possível porque os franceses contam com policiais muito bem treinados.
Em 1969, um ano após os distúrbios causados pela estudantada da Sorbonne, em Paris, Charles de Gaulle inaugurou o Centre National d"Etrainement des Forces de Gendarmerie (CNEFG), onde as forças antimotim são adestradas para executar as suas funções. Todos os policiais perencentes a essas corporações passam pelo complexo localizado em Saint-Astier, a 500 quilômetros a sudoeste de Paris que nos seus 140 hectares abriga até mesmo uma pequena cidade artificial que serve de cenário à simulação de revoltas. De dois em dois em anos, os gendarmes, como são chamados esses soldados na França são obrigados a fazer uma reciclagem no CNEFG, que, como o maior centro desse tipo na Europa,, recebe alunos da Itália, Espanha e Holanda, entre outras nações. O lema do CNEFG é ""O policial age como ele treina. Ele, enquanto, deve adestrar-se como quer agir". A responsabilidade é desse meio, também do guardião da ordem, graças ao treinamento intenso e contínuo, você jamais verá um batalhão francês acuado como os pelotões de choque brasileiros. Recomenda-se aos governantes brasileiros estabelecer uma parceria com o CNEFG.
Agora, no fim desta reportagem, os sírios pró-intervenção ocidental deram lugar a manifestantes africanos que pedem o visto de residência permanente na França. São os mais barulhentos, mas nenhum deles ousa pensar em atirar uma pedra numa das janelas da Assembleia Nacional.
Revista Veja 14/10/2013
Fonte: Asmetro-SN

sábado, 12 de outubro de 2013

Das manifestações pacíficas ao mais puro terrorismo

FÉLIX MAIER
As manifestações de rua, iniciadas em junho de 2013, já passaram por vários estágios.
Inicialmente, manifestantes de esquerda, do Movimento Passe Livre (MPL), começaram a “desfilar” em São Paulo (e também em outras cidades, como Porto Alegre), para azucrinar o governador Geraldo Alckmin. Como todos sabem, é ponto de honra para o PT eleger Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, como futuro governador de São Paulo. É uma aposta pessoal de Lula, como foram os “postes” Dilma Rousseff e Fernando Haddad. E o ministro está bastante visível na mídia, principalmente devido ao Programa Mais Médicos - com destaque para os milhares de “companheiros” contrabandeados de Cuba.
O mote foi o "Passe Livre", ou seja, a exigência de transporte gratuito para os estudantes. Na ocasião, o MPL era contra o aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus em São Paulo. Tanto o governador Alckmin, quanto o prefeito Haddad, caíram na arapuca e anunciaram que não haveria mais aumento. Resultado: Haddad irá aumentar o IPTU, em 2014, em até 50%, para cobrir o rombo.
Nessa primeira fase das manifestações, houve ações de vândalos, que foram combatidos com vigor pela polícia. A esquerda acusou a polícia de ser violenta - com apoio irrestrito da mídia, já que alguns jornalistas ficaram feridos durante as manifestações. Outros prefeitos, Brasil afora, também suspenderam o aumento das passagens de ônibus. Ficaram todos reféns de arruaceiros.
Num segundo momento, os esquerdistas do MPL perderam a condução das manifestações. Foi quando o povo apareceu em massa, centenas de milhares, em várias capitais, especialmente estudantes de classe média, que faziam questão de não se vincular aos partidos políticos, expulsando os que conduziam bandeiras vermelhas do stalinismo, como as do PT, PSTU, MST e congêneres, rasgando e queimando muitas delas. Os cartazes que os manifestantes carregavam foram bem significativos: críticas aos políticos, aos serviços de Saúde, à Educação, aos transportes precários, à corrupção, aos gastos bilionários com a Copa etc. A esquerda se sentiu acuada e começou a acusar os manifestantes como sendo da "extrema direita" - o que faz até hoje, com o apoio da mídia em geral, incluindo a jornalulista Tereza Cruvinel no Correio Braziliense. E olha que as cruzes suásticas que apareceram na avenida foram carregadas por esquerdistas acusadores, não pela dita “extrema direita”. Era a máxima de Lênin sendo colocada em prática: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”.
Depois da suspensão do aumento das passagens de ônibus, os esquerdistas do MPL em São Paulo deram por encerradas as manifestações, mas por pouco tempo, e logo continuaram os protestos, junto com os sem-teto na periferia da cidade, contra o “latifundiário rural e urbano”. Como se comprovou, caíram as máscaras dos farsantes do MPL, que na verdade não lutam pelo passe livre, mas pela implantação do comunismo no Brasil. Nessa ocasião, Lula convocou uma manifestação-pelego em São Paulo, para mostrar força, mas que se revelou um tremendo fracasso. O objetivo, como sempre, foi atentar contra o governo de Geraldo Alckmin. Na mesma época, que também incluíram manifestações contra Sérgio Cabral, governador do Rio, as passeatas eram essencialmente pacíficas, mas, invariavelmente, terminavam violentas, por conta de carbonários mascarados do Anonymous tupiniquim e dos Black Blocs, de anarquistas e outros – com o apoio ostensivo dos também esquerdosos Fora do Eixo e Mídia Ninja, cujos líderes, como Pablo Capilé, são amigos de longa data de autoridades petistas.
Junto com as manifestações populares, afloraram as intenções bolivarianas de Dilma Rousseff. Primeiro, foi a pretendida convocação de uma Constituinte exclusiva, para reforma política, a qual foi enterrada em menos de 24 horas. Depois, foi sugerido um plebiscito urgentíssimo, para tratar da mesma reforma política, que deveria ser realizado ainda em 2013, antes de outubro, de modo a valer para as próximas eleições, em 2014. Essa proposta também foi para o beleléu, ainda bem, pois iria apenas desperdiçar dinheiro público, via TSE. Por que não colocar em plebiscito algumas questões realmente essenciais para o Brasil, como a menoridade penal e – por que não? - a pena de morte para crimes hediondos, junto com as eleições de 2014, como fazem os EUA regularmente, sem acréscimo de despesas?
E quem Dilma recebeu de braços abertos no Palácio? Dentre os manifestantes, apenas os líderes dos baderneiros esquerdistas, como o MPL. A presidente afirmou que as “manifestações ajudaram a melhorar a vida do brasileiro”. É verdade. A vida dos vidraceiros e dos fornecedores de tapumes melhorou muito, com a reposição milionária desses materiais depois da ação dos chamados vândalos, que na verdade não passam de terroristas em estado puro.
Aí, veio o pulo do gato do PT: o Programa Mais Médicos, que meses antes havia sido descartado pelo governo, no dizer do pinóquio Alexandre Padilha. Esse programa atenta contra a legislação trabalhista, já que os escravos cubanos de jaleco branco – a maioria do contrabando importado – irão receber apenas uma pequena parcela do salário, em torno de 7%, sendo que a maior parte, a do leão, irá para os cofres da ditadura cubana, de modo a fortalecer o regime comunista-terrorista da Ilha. Com essa patifaria, serão enviados cerca de R$ 1,3 bilhão para Cuba nos próximos 3 anos e ninguém deve se surpreender se parte desse valor bilionário voltar ano que vem ao Brasil, para “bombar” a campanha da reeleição de Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo, esses médicos de péssima formação (se é que realmente são médicos) irão para as regiões mais pobres do Brasil, no interior e na periferia das metrópoles, para fazer proselitismo comunista justamente junto à população analfabeta e mais carente. Com a falta de médicos brasileiros voluntários para trabalharem nessas regiões pobres, o governo petista, maquiavelicamente, conseguiu colocar a população pobre contra a classe médica. Afinal, é fácil convencer um analfabeto que os médicos brasileiros são interesseiros e que os cubanos são solidários e amigos dos pobres, já que deixaram o conforto do paraíso de Cuba para trabalhar quase de graça no purgatório brasileiro.
Trata-se de um verdadeiro atentado contra a Segurança Nacional, um cavalo-de-troia ultrajante, porque nada impede que os guerrilheiros-espiões cubanos, fantasiados de médicos, se unam às organizações de extrema esquerda do Brasil, junto com as FARC do Foro de São Paulo, de modo a criar focos de guerrilha, tanto rural, como urbana – o que já ocorre em alguns Estados, como Rondônia, Pará e Minas Gerais.
O Exército sofreu a humilhação de ser obrigado a dar hospedagem e comida aos integrantes do cavalo-de-troia cubano em seus quartéis, durante a fase de estágio, antes de eles seguirem para seus destinos. Aos médicos que irão trabalhar na Amazônia, principalmente compostos por cubanos, o Exército vai oferecer um estágio de guerra na selva, o que vale dizer que a instituição militar está formando guerrilheiros comunistas que mais tarde terá que combater. Do jeito que as coisas vão, não será surpresa se no próximo Dia do Soldado o comandante do Exército aparecer fantasiado com a farda de Fidel Castro e a boina de Che Guevara – obviamente acolitado por guerrilheiros cubanos camuflados de branco.
O Conselho Federal de Medicina e seus Conselhos estaduais também foram humilhados pela tirania petista e obrigados a conceder documentação aos médicos contrabandeados pelo PT, que não fizeram o Revalida, como manda a legislação brasileira. A ditadura petista está apenas começando e já provou que não tem limites, pois também aparelhou o STF, com advogados pró-PT, como Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli, de modo a inocentar os ladravazes do mensalão petralha. [A propósito, é possível que em 2014 o STF se pronuncie sobre o mensalão tucano, ou seja, sobre o processo que envolve o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo; em ano de eleição, seria o timing perfeito para tentar dinamitar a candidatura de Aécio Neves.]
Como as passeatas se tornaram cada vez mais violentas, a massa de manifestantes ordeiros não voltou mais às ruas. Hoje, as avenidas do centro do Rio e de São Paulo se tornaram um palco iluminado de terroristas, que a mídia insiste em chamar apenas de “vândalos”, os quais têm um único objetivo: depredar e incendiar tudo o que encontram pela frente. E a polícia, que apanhou dos manifestantes e da imprensa, faz corpo mole, tanto no Rio, como em São Paulo, deixando que a baderna se repita, sem fim. Só depois de tudo estar destruído é que a polícia põe os bandidos para correr, não prendendo ninguém - o mesmo vergonhoso esquema “espalha-bandido” feito pela PM nos morros cariocas, sem confronto, nem prisão de bandidos ou captura de armas, para instalação da farsa chamada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Quando, finalmente, a polícia leva alguns incendiários para a delegacia, para prestar depoimentos, logo são soltos. Não faltam dezenas de “advogados de cadeia”, recrutados pela OAB local, para liberar de imediato quem deveria ficar longo tempo no xadrez. Na noite seguinte, num círculo vicioso sem fim, os terroristas voltam à cena do crime, cada vez mais fortalecidos e ousados.
Geraldo Alckmin que se prepare para 2014. “Vai ser o diabo”, como prometeu Dilma Rousseff. Não será surpresa se os chefões do PCC convocarem novamente seus assassinos para matar policiais e “tucanos”, e votar em candidatos do PT, como ocorreu em 2006, depois de São Paulo ser palco de atos terroristas de todos os tipos, com incêndios de ônibus, ataques a bala contra postos policiais, PMs e agentes penitenciários. Não foi mera coincidência a matança de mais de 100 policiais paulistas, em 2012, ter ocorrido num ano que elegeu o petista Fernando Haddad. Vergonhoso foi Alckmin não ter ido a nenhum desses funerais, de modo a prestar solidariedade às viúvas e aos órfãos dos militares. Na percepção de nossos governantes, militar é feito para levar chumbo.
Este é o Brasil atual, o país da impunidade por excelência, refúgio seguro de terroristas e de bandidos em geral. Por isso, nosso País ainda não tem uma lei antiterrorista para se proteger contra os “vândalos” das cidades e do meio rural (MST). Seria querer muito de uma presidente que um dia foi terrorista da VAR-Palmares, que pertence a um partido que é membro do Foro de São Paulo e abriga terroristas em nosso território, como o italiano Cesare Battisti e Olivério Medina, das FARC, e teve o descaramento de afirmar na Assembléia-Geral da ONU, no dia 24/09/2013, que “O Brasil sabe se proteger. Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas”.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ditadura e perseguição à imprensa é isto aqui, ó…

A canalha no Brasil lê um troço como este e fica babando de inveja. No Globo Online:
O governo venezuelano anunciou esta semana a criação do Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria (Cesppa), um órgão que poderá classificar como secreta qualquer informação que considere estratégica para a Venezuela. Se entender que há a necessidade de prevenir e neutralizar potenciais ameaças internas ou internas, o Cesppa vai censurar a divulgação de qualquer dado do governo ou entidade pública, em ação semelhante ao que era feito pelo Centro Situacional de Estudos da Nação (Cesna) criado por Hugo Chávez.
“O órgão solicitará, organizará, integrará e avaliará as informações de interesse em nível estratégico da nação, associadas a atividade inimiga externa ou externa, proveniente de todos os órgãos de segurança e inteligência do Estado e outras entidades públicas e privadas, segundo o que for solicitado pela Direção Política e Militar da Revolução Bolivariana”, diz o texto publicado no Diário Oficial da Venezuela do dia 7 de outubro.
O decreto é quase idêntico ao firmado por Hugo Chávez em 1° de junho de 2010, criando o Cesna. A única diferença, segundo o jornal “La Nación” é que o Cesppa é ligado diretamente a Maduro, pelo Ministério de Despacho da Presidência e Seguimento da Gestão de Governo, em vez do Ministério das Relações Interiores e Justiça, órgão ao qual estava ligado o Cesna.
A criação do Cesppa é mais um movimento de Maduro em sua guerra contra os meios de comunicação na Venezuela. Na semana passada, ele definiu como “um crime” a divulgação de notícias sobre a escassez de produtos nos mercados, um problema grave e recorrente no país. E pediu que a Justiça venezuelana aplique sanções drásticas aos meios de comunicação que insistam nessa cobertura.
Associações venezuelanas de imprensa denunciam que a censura à mídia tornou-se uma política de Estado. Desde a venda, em março, da Globovisión – até então um dos raros canais independentes no país – e do conglomerado de comunicação Cadena Capriles, acertada em junho, quase não restam meios críticos ao governo chavista.
Em março, então como presidente interino, Maduro já intimidara os meios de comunicação que publicassem notícias sobre a violência no país, acusando-os de serem “sádicos do jornalismo”. O governo chegou a impor uma multa ao jornal “El Nacional” – de 1% de sua receita bruta – por publicar uma foto do necrotério de Caracas com pilhas de corpos de vítimas da insegurança na capital.
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vandalismo em SP e no Rio mostra que o País se aproxima de uma perigosa ditadura comunista

É preciso conter – Em qualquer país sério e com governantes responsáveis, os vândalos do grupo Black Bloc já estariam devidamente presos e respondendo aos pertinentes processos judiciais, uma vez que é inaceitável a inversão de valores que vem ocorrendo com o apoio da esquerda verde-loura, a quem interessa a instalação da baderna.
O que se viu na noite de segunda-feira (7) em São Paulo e no Rio de Janeiro, as duas maiores e mais importantes cidades brasileiras, foi uma sequência de atos de vandalismo que pode ser traduzida facilmente por atentado contra a ordem e claro desafio ao conjunto legal vigente.
No momento em que não reage à altura, o Estado, como um todo, torna-se conivente com o vandalismo que vem crescendo em algumas cidades do País. Alegam esses criminosos que são anarquistas, mas essa desculpa deve ser enfrentada com a dureza da lei e a manutenção da ordem, sob pena de as autoridades tornarem-se coniventes com a instalação do último trampolim para um ditadura comunista, como a que há anos corrói a vizinha e já depauperada Venezuela.
No momento em que o cidadão é visto pelo Estado como contribuinte, esse tem o direito a uma série de garantias explicitadas na Constituição Federal, entre elas o direito à segurança pública e à propriedade privada. Ao permitir que as reivindicações sejam apresentadas na esteira da violência, o governo expõe sua falência como gestor de uma sociedade que se apoia no poder paralelo e na ilegalidade para fazer valer seus direitos, se é que assim devem ser encarados os atos de vandalismo.
Contudo, causa espécie o fato de até agora o desgoverno petista de Dilma Vana Rousseff ter se pronunciado com contundência a respeito da onda de violência que se alastra pelas grandes cidades. Ao PT interessa esse cenário caótico, pois quanto mais grave for a situação mais chicaneira será a promessa feita aos incautos eleitores, que, cansados do caos, aceitarão o pior como sendo a tábua de salvação.
Na cidade do Rio de Janeiro, além de ônibus incendiados e destruídos, os vândalos depredaram agências bancárias, bares e restaurantes. Também atacaram a Câmara Municipal, o Clube Militar e o consulado dos Estados Unidos. Contra esses prédios os manifestantes atiraram bombas caseiras e coquetéis molotov, causando enormes estragos e provocando insegurança.
Na capital paulista não foi diferente. Com a participação de baderneiros cariocas, que viajaram à cidade de São Paulo especialmente para participar da baderna, os vândalos destruíram dezenas de orelhões, depredaram oito agências bancárias e duas lanchonetes localizadas na região central. Viaturas policiais foram atacadas, a estação República do Metrô precisou ser fechada e o Museu de Arte de São Paulo (Masp) amanheceu pichado.
O grupo de marginais que atuou em São Paulo era formado por estudantes (sic) da USP, integrantes do Black Bloc e de centrais sindicais. Para promover a baderna os vândalos usaram, além da incoerência, martelos, marretas, pedras e bombas caseiras.
Se os governadores do Rio e de São Paulo não forem firmes o suficiente para deter essa onda de violência encomendada, o golpe planejado pelo PT estará a alguns capítulos do fim. No caso de São Paulo, estratégico para o plano maquiavélico, o PT está de olho na Polícia Militar, que se comparada com outras corporações policiais do País é um verdadeiro exército. Em suma, São Paulo tem o dever de mais uma vez fazer o papel de “pièce de résistance”.
Fonte: Ucho.info

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dilma volta a demonizar os médicos brasileiros, acusando-os de negligentes. E dá a receita: os brasileiros não precisam nem de hospitais nem de postos de saúde, mas de cubanos que possam apalpá-los

A presidente Dilma Rousseff esteve no Rio Grande do Norte para inaugurar três institutos federais de educação e concedeu duas entrevistas a rádios locais. E aproveitou para demonizar os médicos, categoria que, pelo visto, vai servir de saco de pancada da campanha eleitoral petista. Disse a governanta:
“Uma pessoa me disse: ‘O médico não me toca’. Ela queria que o médico tocasse nela. Ela queria que o médico lhe tocasse, aquilo que a gente, pelo menos eu, meu médico sempre me apalpou, olhou o coração, olhou a garganta.”
A gente perdoa o uso muito particular que Dilma faz da língua portuguesa, quase um idioleto às vezes. O “apalpar”, claro!, está no sentido mais denotativo possível: “tatear, tocar com as mãos”.
As palavras, então, fazem sentido. Quando a presidente afirma que seu médico “olha o coração”, “olha a garganta”, está fazendo uma acusação generalizada de descaso que atinge toda uma categoria profissional. Por um desses milagres de opinião pública de que só o petismo é capaz — em razão da Al Qaeda eletrônica que o partido controla com o intuito de difamar os inimigos da vez —, Dilma está apontando os supostos culpados pela calamidade que vive a saúde no Brasil: os médicos!!!
Pois é… Quando Dilma assumiu o governo, anunciou as suas metas para 2011 As mais vistosas na área de Saúde eram a construção, NAQUELE ANO, de 2.174 Unidades Básicas de Saúde e de 125 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Só para não deixar passar: as metas de 2011 incluíam ainda 3.288 quadras esportivas em escolas, 1.695 creches (seriam 5 mil até 2014) e 723 postos de policiamento comunitário. Não tente saber o que aconteceu com cada uma dessas promessas. Elas sumiram do mapa. No ano que vem, a presidente as renova, entenderam?
O fato é que a saúde mergulhou no caos — e Dilma, é bom que vocês saibam, não vê a hora de se livrar de Alexandre Padilha, o ministro da pasta. Vai fazer de tudo para tentar elegê-lo governador de São Paulo. E aí os paulistas que se virem. Não que ela saiba direito o que fazer na área. Ocorre que ele também não. O programa “Mais Médicos” é, assim, um golpe marqueteiro para supostamente oferecer atendimento à população em postos caindo aos pedaços, sem infraestrutura, remédios, ataduras, nada. Na noite de ontem, no entanto, no “Profissão Repórter”, da Globo, comandado por Caco Barcellos, ficamos sabendo que os brasileiros pobres recebem os médicos estrangeiros sob aplausos, com solenidade e até festinha. Restou a sugestão de que as vilãs são mesmo as associações médicas, que resistem ao programa.
O governo petista tem algumas marcas na área de saúde, conforme noticiei aqui no dia 22 de agosto. Entre 2002, último ano do governo FHC, e 2005, terceiro ano já do governo Lula, o número de leitos hospitalares havia sofrido uma redução de 5,9%. Era, atenção!, A MAIS BAIXA EM TRINTA ANOS! Números fornecidos pelo PSDB? Não! Por outra sigla: o IBGE. Em 2002, havia 2,7 leitos por mil habitantes. Em 2005, havia caído para 2,4. A OMS recomenda que essa taxa seja de 4,5. “Ah, Reinaldo, de 2005 para cá, já se passaram oito anos; algo deve ter mudado, né?” Sim, mudou muito! O quadro piorou enormemente: a taxa, agora, é de 2,3 — caiu ainda mais. E caiu não só porque aumentou a população, mas porque houve efetiva redução do número de leitos púbicos e privados disponíveis: só entre 2007 e 2012, caíram de 453.724 para 448.954 (4.770 a menos).
No dia seguinte, em outro post, informava que, entre 2005 e 2012, o SUS havia perdido 41.713 leitos — vale dizer: hospitais privados pediram descredenciamento do sistema por causa da tabela indecorosa.
Mas agora tudo será diferente, não é mesmo? Dilma não fez as UPAs prometidas, não fez as UPs prometidas, e, durante o governo do PT, o número total de leitos no país caiu 15%, e o SUS perdeu 41.713.
Tudo besteira! O que os brasileiros precisam é de cubanos que os apalpem.
Por Reinaldo Azevedo